Uma residência da década de 1950, localizada em uma região cercada por praças em São Paulo capital, se tornou exemplo de como a arquitetura contemporânea pode preservar a memória histórica e, ao mesmo tempo, se adaptar às necessidades modernas de sustentabilidade e convivência.
Continua depois da publicidade
A reforma, liderada pela galerista Cris Genaro e pelo editor da revista Projeto, Fernando Mungioli, priorizou o reaproveitamento de materiais e a integração com o verde.
O ponto central do projeto arquitetônico, assinado pelo escritório AM Studio, foi a elevação do nível do terreno. Antigamente um sobrado com áreas subutilizadas, a casa teve suas laterais aterradas para criar um jardim suspenso no nível principal, transformando a planta em uma casa térrea funcional.
“A planta do lar é como se a gente vivesse numa casinha técnica terra”, explica Fernando.
Continua depois da publicidade
Sustentabilidade e garimpo
A economia circular foi aplicada diretamente na estrutura. Desta forma, toda a madeira do antigo telhado foi enviada a um marceneiro especializado e transformada em portas de entrada e móveis internos. Além disso, a decoração é composta majoritariamente por peças de garimpo, como azulejos originais dos anos 60 e uma pia de estrada restaurada.
Arquitetura para os pets
A casa também inova na acessibilidade animal. Para atender um cão com dificuldades de locomoção, foi instalado um elevador de acessibilidade que conecta a garagem ao piso principal. As portas e passagens internas foram projetadas com vãos inferiores e superiores que permitem a livre circulação de dois gatos e um cachorro, além de favorecerem a entrada de luz natural e ventilação.
Como reflexo da atuação profissional dos moradores, as paredes da sala funcionam como uma galeria dinâmica. Foi instalado um grid de parafusos que permite a movimentação e troca de quadros sem a necessidade de novos furos ou reparos na pintura, facilitando a rotina de exposições itinerantes que ocorrem no local.
Continua depois da publicidade

