O pré-candidato do partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, utilizou uma fala xenofóbica para criticar condições de um bairro de Criciúma, no Sul de Santa Catarina. Ao comentar o mau-cheiro e a situação da localidade de Pinheirinho, o político fez referência a um estado nordestino:

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— Sério, cheiro podre aqui. Vibes Maranhão. Galera, voltei pro Maranhão.

A manifestação ocorreu em um vídeo publicado nos stories do político no Instagram na manhã desta quarta-feira (22). A visita de Renan Santos a Criciúma faz parte de um roteiro do pré-candidato que inclui ainda outras cidades como Chapecó, Lages e Tubarão.

Veja fotos de pré-candidatos à Presidência da República

Renan Santos visitou o bairro Pinheirinho e gravou vídeos para suas redes sociais. Em uma das filmagens, ele aponta para uma aparente barricada montada com carrinhos de supermercados sobre trilhos de uma ferrovia e questiona:

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— Isso aqui, ó, essa fronteira que foi delimitada aqui, é Santa Catarina, é Pará? É o quê?

No vídeo seguinte, ele critica o mau-cheiro, apontando um local de esgoto a céu aberto e compara a situação do bairro de Criciúma ao Maranhão.

Em outro vídeo, já dentro de um carro e ao lado do ex-deputado estadual de São Paulo Artur do Val (Missão), ele elogia Criciúma afirmando que seria uma “baita cidade”, mas volta a falar em um suposto processo de “maranhanização, carioquização ou sãopaulinização” das cidades.

O que diz o pré-candidato

Em vídeo enviado pela assessoria à reportagem do NSC Total, Renan Santos argumentou que o bairro tem problema um claro de “falta de infraestrutura urbana, lei e ordem”.

— Eu de fato comparei a região do Pinheirinho, em Criciúma, ao estado do Maranhão, simplesmente porque eu, diferente dos “especialistas”, eu visitei o Maranhão. Eu rodei o Maranhão de cabo a rabo, sei que o Maranhão não tem infraestrutura, não tem saneamento básico, tem favelização, ruas tomadas por moradores de rua, uma situação muito triste. E sim, o bairro se parece com o Maranhão, lidem com isso — afirmou.

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O pré-candidato defendeu que o poder público deveria focar na resolução dos problemas, inclusive para pessoas vítimas do abuso de drogas.

— Fui no Maranhão, e inclusive falei isso para os maranhenses, meus amigos e apoiadores do Maranhão concordaram com isso, porque não há nada pior do que viver sob a mão de uma política canalha, que é a política local do Maranhão, e com qualidade de vida baixa. Não tenho problema nenhum, falo e repito — afirmou.

Procurada pela reportagem do NSC Total, a prefeitura de Criciúma informou que não irá comentar o caso.