Doogerland, uma região conhecida como Atlântida do Norte, não era um deserto gelado e desabitado como se pensava, mas sim um lugar de florestas temperadas e vida selvagem abundante
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As múltiplas áreas da ciência podem ajudar a humanidade a entender diversas questões. “De onde viemos”, “como o planeta evoluiu” e “por que as coisas são assim” são algumas das perguntas que podem ser respondidas a partir do esforço integrado entre diferentes campos de pesquisa.
O uso da ciência para esse fim foi observado recentemente, quando um grupo de pesquisadores norte-americanos e britânicos descobriu vestígios de vegetação na chamada “Atlântida do Norte”.
Essa região, completamente inundada há muito tempo, era conhecida como uma terra infértil e inabitável. A partir das novas descobertas, cientistas podem traçar a origem de tipos de vegetação e fauna em países próximos.
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Onde fica a “Atlântida do Norte”?
A área em questão é a região de Doggerland, uma porção de terra que conectava as ilhas britânicas ao restante do continente europeu. Seu apelido se dá pela semelhança com a história de Atlântida, por ter submergido no oceano após o fim da última Era do Gelo.
A submersão da região foi ocasionada pelo derretimento das geleiras que existiam por lá, o que foi suficiente para aumentar o nível do oceano e cobrir toda a porção de terra. Acreditava-se que essa área apresentava um clima extremamente frio e pouco conveniente para o desenvolvimento de qualquer tipo de vida.
Recentemente, os pesquisadores encontraram amostras de DNA nos sedimentos aquáticos dessa área e publicaram os resultados de suas observações em um estudo.
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De ambiente inóspito para refúgio ambiental
Após a análise, os autores encontraram material genético de diversas espécies de animais e vegetais, incluindo carvalhos, olmos, aveleiras, javalis, veados, ursos e bois ancestrais. Antes, Doggerland era descrita como um lugar frio e com solo congelado, mas, a partir dessas descobertas, os cientistas passaram a determinar que o local abrigava florestas temperadas.
Os resultados indicam que a região servia como um abrigo com clima e condições naturais amenas em meio a um período marcado pelo frio intenso e por mudanças drásticas nas condições ambientais. “Encontramos evidências da presença de javalis, veados, ursos e auroques”, disse o autor principal, Robin Allaby, da Universidade de Warwick, em entrevista ao Live Science.
As novidades indicam que a área, antes de ser conhecida como “Atlântida do Norte”, foi um lugar propício para a habitação, inclusive da espécie humana. A disponibilidade de plantas, animais e rios de água doce poderia tornar o ambiente atrativo para o estabelecimento e o desenvolvimento de comunidades.
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