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Rodrigo Faraco: os bastidores da venda do atacante Raphinha, do Avaí

Comentarista analisa a saída de uma das promessas da base azurra

03/02/2016 - 05h33 - Atualizada em: 24/07/2019 - 18h23

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Por Redação NSC
(Foto: )

Estourei a notícia nas redes sociais na segunda à noite e trago detalhes aqui do processo. Desde o final de janeiro o Avaí está com um representante em Portugal, o advogado Eduardo Luz, para encaminhar essa negociação juntamente com o agente do atacante Raphinha, o ex-jogador Deco.

As primeiras negociações foram com o Porto - clube que Deco construiu história e tem forte ligação -, e eram para um empréstimo e não negociação definitiva. O negócio não saiu por não atender os anseios das duas partes. Surgiu então a possibilidade no Vitória de Guimarães, com o negócio sendo finalizado em definitivo.

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Dinheiro necessário

Considero que o Avaí fez uma boa negociação, dadas as circunstâncias. A necessidade de fazer dinheiro para cumprir compromissos atrasados pesa nesta análise. A venda de 45% dos direitos por 600 mil euros, de um atleta que ainda não é realidade, apesar de se tratar de uma grande promessa, ser atacante, e com passaporte comunitário, é uma boa para os dois lados - por tudo isto que relacionei.

Além de tudo, o Avaí mantém 5% que pode ainda render uma boa grana no caso de Raphinha vingar no futebol português. Num cenário perfeito - com um clube saneado economicamente -, jamais este seria um bom negócio. Mas no Avaí atual é a única saída momentânea.

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Para agitar o mercado

A contratação de Léo Moura pelo Metropolitano mexe com o campeonato. Não é que o ex-capitão do Flamengo seja jogador de decidir partidas, mas de qualquer forma se torna uma atração para o estadual.

Léo Moura, Rafinha e Valdir Espinosa são claramente um resposta em 2016 para o que fez o Inter de Lages em 2015. Comparando, Léo Moura agora tem o mesmo significado que a chegada de Marcelinho Paraíba no ano passado. É certo que o Metrô não gostou da ideia de ser ultrapassado pelo time da Serra numa espécie de disputa paralela, como a "sexta" força do futebol do Estado. Leonardo Moura vai agregar - é uma boa!

A rodada

Com o clássico na Arena Joinville, ao menos em um aspecto o Catarinense tem garantia de crescimento: a presença de público. Vai ser certamente o maior público dos jogos até aqui. Dentro de campo o JEC parece estar mais robusto para esta partida. O Figueirense ainda tem dificuldades no meio. Mas a rodada já tem outros atrativos, como a dificuldade que o Criciúma deve ter em Brusque. Por outro lado, mesmo fora de casa, a Chapecoense tem tudo para fazer uma segunda vitória na competição - o jogo é contra o Camboriú. Já o Guarani deve ter muita dificuldade contra o Inter de Lages.

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