O ex-presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). A oficialização da mudança de sigla foi feita nesta quarta-feira (1º) em um evento em Brasília (DF).
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— Com 9 anos de atraso eu estou aqui, para poder me filiar ao PSB com muita alegria e o coração cheio de esperança — disse Pacheco.
A mudança é vista como um alinhamento de Pacheco com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desde o ano passado, Lula tem tentado convencer o senador a concorrer ao cargo de governador de Minas Gerais.
A candidatura seria uma forma de ampliar o alcance de Lula no estado. A articulação deixou de ser possível no antigo partido do senador, o PSD, depois da filiação do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, que assumiu o governo com a renúncia de Romeu Zema (Novo) para disputar a Presidência, e disputará a reeleição.
— Eu destaco algo que pra mim foi a motivação desta filiação. Primeiro que é um partido que tem história, uma história muito longa, de oito décadas. […] o PSB, desde a sua inauguração concebeu uma ideia de combater o autoritarismo — disse Pacheco.
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Minas Gerais e o peso estratégico na disputa eleitoral
Segundo maior colégio eleitoral brasileiro, Minas Gerais é considerado um estado estratégico para os candidatos à presidência, já que geralmente dita o resultado das eleições. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desde 1998, todos os candidatos que venceram no estado levaram as eleições presidenciais.
Quem é Rodrigo Pacheco
Natural de Porto Velho (RO), Rodrigo Pacheco é formado em Direito e atuou como advogado antes de ingressar na carreira política, nas eleições de 2014. Foi eleito deputado federal e em 2016 concorreu à prefeitura de Belo Horizonte. Mais tarde, foi eleito como senador por Minas Gerais, e presidiu o Senado Federal de 2021 a 2025.
*Com informações do g1

