Walter Salles, diretor de filmes aclamados como “Ainda Estou Aqui” e “Central do Brasil”, é o terceiro diretor de cinema mais rico do mundo, segundo a Forbes. Sua fortuna é estimada em US$ 5,3 bilhões (R$ 26,4 bilhões).

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Mas sua riqueza vai além do cinema. Walter é herdeiro de uma das famílias mais influentes do Brasil: os Moreira Salles. A família construiu um império que inclui bancos, mineração e até sandálias Havaianas.

Com uma fortuna estelar, os Moreira Salles são sinônimo de sucesso e estratégia. E Walter Salles carrega esse legado com maestria.

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Do café ao banco: as origens da fortuna familiar

A história da família começa com João Moreira Salles, que fundou a Casa Moreira Salles em Poços de Caldas, Minas Gerais. Ele atuava como comerciante e correspondente bancário.

Em 1924, a casa ganhou autorização para operar como instituição financeira. Isso permitiu que a família expandisse seus negócios, especialmente no setor de exportação de café.

Walther Moreira Salles, filho de João, entrou nos negócios em 1933. Ele liderou a fusão que criou o Banco Moreira Salles em 1940, consolidando a presença da família no setor financeiro.

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As grandes jogadas de Walther Moreira Salles

Walther foi um estrategista brilhante. Ele fez seis grandes negócios que impulsionaram a fortuna da família. Um deles foi a representação da Caterpillar no Brasil, o primeiro negócio internacional fora do café.

Outra jogada importante foi a compra da Brazilian Warrant, que incluía a fazenda Cambuhy, uma das maiores produtoras de laranjas do país. Ele também investiu em títulos da dívida externa brasileira, obtendo lucros expressivos.

Mas a grande sacada foi o investimento no nióbio, um mineral que hoje é essencial para indústrias como a automotiva e a aeroespacial. A família controla 75% do mercado global de nióbio.

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O nióbio: a “mina de ouro” da família

O nióbio foi descoberto em Araxá, Minas Gerais, na década de 1960. A família Moreira Salles investiu pesado no mineral, que hoje é usado em baterias de carregamento rápido e em ligas de aço.

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), controlada pela família, é responsável por 75% da produção mundial de nióbio. Em 2023, a empresa gerou R$ 4,9 bilhões em lucro.

“A CBMM foi a ‘mina de ouro’ dos Moreira Salles”, diz Luis Nassif, biógrafo de Walther Moreira Salles.

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Fusão com o Itaú e outros investimentos

Nem tudo foram flores. O Unibanco, criado pela família, perdeu relevância no mercado financeiro. A solução foi a fusão com o Itaú em 2008, criando o maior banco da América Latina.

Além do setor financeiro, a família investe em agricultura, com a Cambuhy Agrícola, e em bens de consumo, como as sandálias Havaianas, adquiridas em 2017.

Hoje, a fortuna da família é administrada pela BW Gestão de Investimentos, que gerencia mais de R$ 54 bilhões em ativos.

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Um legado que vai além do dinheiro

Walter Salles não é apenas um herdeiro bilionário. Ele é um dos diretores de cinema mais respeitados do mundo, com uma carreira repleta de prêmios e reconhecimento internacional.

Seu sucesso no cinema se soma ao legado da família Moreira Salles, que construiu um império que vai do café ao nióbio, passando por bancos e sandálias.

Com negócios diversificados e uma fortuna estimada em bilhões, a família continua entre as mais ricas do Brasil. E Walter Salles é um exemplo vivo desse legado de sucesso.

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