A feijoada é um dos pratos mais tradicionais da gastronomia brasileira, e o sábado costuma ser o dia oficial para apreciá-la. Mas de onde surgiu esse costume tão enraizado na cultura nacional? A resposta está ligada às influências que vieram de fora e foram moldadas à realidade do Brasil.

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Embora em Portugal não exista o hábito de saborear feijoada aos sábados, os portugueses costumam relacionar pratos específicos a determinados dias da semana.

Por exemplo, é comum comer peixe às sextas, por causa das tradições católicas, e cozido português às quintas e domingos. Com o tempo, esse padrão também foi sendo adotado em diversas partes do Brasil, como no Rio de Janeiro e em São Paulo.

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A cultura portuguesa e a influência nos costumes brasileiros

A chegada dos portugueses ao Brasil trouxe consigo muitos hábitos, especialmente no que diz respeito à alimentação. A ideia de reservar certos pratos para dias fixos da semana se consolidou por aqui com o passar do tempo. Essa tradição foi sendo adaptada à culinária local, criando novas associações.

Cidades como o Rio de Janeiro mantêm o costume de consumir pratos típicos em datas específicas, como o cozido às quintas. Em São Paulo, os restaurantes populares passaram a seguir uma lógica parecida, oferecendo pratos tradicionais como virado à paulista às segundas-feiras ou dobradinha às terças, ajudando a estruturar uma rotina gastronômica nas grandes cidades.

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Por que o sábado?

O sábado é um dia que, por natureza, convida a refeições mais demoradas e cheias de sabor. Como é comum as pessoas estarem de folga ou com menos compromissos, acaba sendo o momento perfeito para preparar e aproveitar pratos mais pesados e complexos, como a feijoada.

Além disso, o sábado também é um dia dedicado ao lazer e ao encontro entre amigos e familiares. Nesse cenário de confraternização, a feijoada aparece como o prato ideal: farta, saborosa e perfeita para reunir muitas pessoas à mesa.

Tradições regionais

Apesar da feijoada ser sinônimo de sábado em muitas regiões do Brasil, essa lógica não é universal. Em estados como a Bahia, por exemplo, é comum que outras iguarias regionais ganhem destaque em dias específicos, como caruru, efó, xinxim de galinha e farofa de dendê às sextas-feiras.

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Essas diferenças mostram a pluralidade da culinária brasileira. O país, marcado por uma grande diversidade cultural, reúne uma série de tradições locais que coexistem harmoniosamente com práticas mais amplas, como a feijoada do sábado.

Um costume que virou tradição

A prática de comer feijoada aos sábados é fruto da mistura de heranças culturais com a rotina brasileira. Mesmo não sendo um hábito originalmente português, a ideia de associar refeições a certos dias foi adotada e se transformou em algo tipicamente brasileiro.

Hoje, a feijoada de sábado é mais que um simples almoço: é um momento de lazer, socialização e celebração da cozinha nacional. Ela representa a maneira como o Brasil adapta e transforma influências externas em símbolos próprios de sua cultura.

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