A Terra é conhecida por suas características ideais para o desenvolvimento da vida no Sistema Solar. Porém, um cientista gaúcho encontrou novidades sobre nossa “vizinhança”: o astrofísico Patryk Sofia Lykawka apresentou uma nova teoria defendendo que existe um planeta muito semelhante com o nosso no Sistema Solar que pode mudar totalmente a forma como o vemos.

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Novidade no Sistema Solar

Por enquanto, os planetas do Sistema Solar são: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Saturno, Urano e Netuno. Porém, o estudo de Lykawka publicado no The Astronomical Journal tenta encontrar um novo integrante dessa lista em um local até hoje pouco explorado, o Cinturão de Kuiper. Segundo o site oficial da Nasa, essa é uma região rochosa e congelada com vários objetos que circulam em volta de Netuno.

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Dentro dele existem muitos dejetos oriundos do começo da história do universo que despertam curiosidade até hoje, pois ninguém sabe ao certo tudo o que pode existir lá. Por conta disso, o astrofísico brasileiro utiliza modelos de computador para projetar a existência de um planeta parecido com a Terra neste “local”.

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Diferenças na órbita do Cinturão

Normalmente, uma boa forma de descobrir novos corpos celeste é analisar algumas perturbações na órbita de outros planetas ou integrantes do universo. Netuno, por exemplo, começou a ser descoberto assim ainda no século XIX. Através de perturbações na órbita de Urano, passou-se a calcular a existência de um novo planeta. Só posteriormente, com os avanços dos telescópios é que a presença do último planeta do sistema solar foi confirmada.

No momento, é nesta fase de análise das perturbações que o gaúcho se encontra com suas pesquisas. Já que em suas projeções existem diferenças que não podem ser explicadas pelos planetas que conhecemos. Porém, Lykawka usou modelos computacionais e dados de telescópios disponíveis na internet para projetar o efeito de um novo planeta no Cinturão de Kuiper, e a princípio, ele explicaria essas perturbações de órbita encontradas nos estudos.

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Por que o novo planeta pode ser parecido com a Terra?

Ao longo do estudo, o brasileiro e a sua equipe foram projetando diversos corpos celestes com massas e formatos distintos para analisar qual seria responsável pelos efeitos no Cinturão de Kiper. Assim, os testes demonstraram que é possível a existência de um planeta similar ao nosso e que seja o causador dessa perturbação. Mas mesmo sendo parecido com a terra, o possível novo integrante da família não é tão propício para nós já que pela sua grande distância para o Sol, o país pode chegar a -200ºC, sendo insustentável para a vida humana, mesmo tendo apenas cerca de três vezes o tamanho de nosso planeta.

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