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    Quase três por dia

    São José lidera total de furtos e roubos de veículos na região

    Por outro lado, dos 1.806 veículos roubados ou furtados em Florianópolis, São José e Palhoça, de janeiro a setembro deste ano, 1.429 deles foram recuperados pela polícia, um índice de 79,1%

    23/10/2018 - 05h17

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    Por Redação NSC
    É entre os bairros continentais de Florianópolis, e a vizinha São José, que acontece a maior parte dos furtos e roubos de veículos da região metropolitana da Capital
    É entre os bairros continentais de Florianópolis, e a vizinha São José, que acontece a maior parte dos furtos e roubos de veículos da região metropolitana da Capital
    (Foto: )

    De janeiro a setembro deste ano, São José, com quase 243 mil habitantes, foi a cidade da Região Metropolitana da Capital com o maior número de furtos e roubos de veículos na comparação com as vizinhas Florianópolis e Palhoça. Os primeiros nove meses de 2018 registraram 458 furtos e 330 roubos de automóveis, caminhões e motocicletas no município, registrando 788 casos. De acordo com os dados da Polícia Civil, o total de roubos e furtos em São José dá uma média de quase três ocorrências por dia até 30 de setembro.

    O número é um pouco maior que em Florianópolis, onde 711 furtos e roubos de veículos — 467 furtos e 244 roubos — aconteceram entre janeiro e setembro nas ruas da Ilha e Continente. Em Palhoça, os 307 casos estão divididos em 198 furtos e 109 roubos. Somados os dados das três cidades, que têm quase um milhão de habitantes, 1.806 veículos foram furtados (sem violência) ou roubados (com violência) nas cidades de Florianópolis, São José e Palhoça. Isso dá uma média de quase sete (6,6) furtos ou roubos de veículos por dia em 2018.

    A maior parte das ocorrências acontece na região continental devido a facilidade das rotas de fuga, com rodovias federais ao redor, densidade populacional e onde estão localizados a maior parte dos desmanches ilegais de peças — fomentadores da prática criminosa. De acordo com o delegado Rodrigo Falck Bortolini, titular da Divisão de Furtos e Roubos de Veículos da Diretoria Estadual de investigações Criminais (DEIC), também em Florianópolis, cuja maior parte do território está em uma Ilha, a maior parte dos crimes de furto ou roubo de veículos acontece nos bairros do Continente.

    — A região continental é a com mais ocorrências. Na Ilha, como a parte insular é muito grande, os criminosos muitas vezes têm receio em atravessar a ponte e sair da Ilha com os veículos roubados. Sem falar que no Continente há muito mais lugares que propiciam a ocultação do bem roubado, além de fugas para outras regiões com maior facilidade —aponta Bortolini.

    Para quem já foi vítima de furto ou roubo de veículo, apesar dos contratempos da situação, um dado mostra que nem tudo pode estar perdido após a perda do bem: dos 1.806 veículos roubados ou furtados em Florianópolis, São José e Palhoça, de janeiro a setembro deste ano, 1.429 deles foram recuperados pela polícia (Civil, Militar, PRF e Guardas Municipais), o que representa um índice de 79,1%. Das três cidades, Florianópolis é a campeã em recuperação dos veículos roubados e furtados em 2018, com 91% de recuperações.

    Mais crimes no verão

    Nas planilhas chama atenção que os meses de janeiro, fevereiro e março são os que registram mais ocorrências deste tipo na Grande Florianópolis. Bortolini afirma que isso acontece devido ao incremento populacional na região com a chegada de milhares de turistas, que costumam "ser mais descuidados" até pelo fato de estarem em férias. O aumento no tipo de crime se dá tanto por haver mais "vítimas em potencial" nas cidades, como também por "pessoas que procuram a região para praticar crimes pelo grande número de turistas".

    Polícia alerta para pedidos de resgate às vítimas de roubos e furtos

    Não bastasse o risco, a perda do carro ou moto é só o começo de mais dor de cabeça para o cidadão. É que na Grande Florianópolis e outras cidades do Estado, como Joinville e Balneário Camboriú, roubos e furtos de veículos têm sido precedidos de pedidos de resgate por parte de quem roubou e, na maioria dos casos, de pessoas que nada tem a ver com o crime.

    O segundo exemplo ocorre principalmente depois de a pessoa roubada divulgar o crime em redes sociais, o que muitas vezes atrai a "malandragem".

    Segundo o delegado Bortolini, a prática também acontece nas cidades da Grande Florianópolis, embora em menor número que Joinville. Ele afirma que em 99% dos casos investigados "a pessoa que estava pedindo o dinheiro não estava na posse do veículo".

    — Às vezes a vítima, na ânsia de ter o veículo de volta, passa a divulgar o roubo ou furto e fornece mais informações do veículo, e isso atrai a malandragem — resume o delegado, para dizer em hipótese alguma as pessoas devem tentar resgatar o bem por conta própria, mas sim procurarem a polícia quando do primeiro contato pedindo resgate pelo veículo furtado ou roubado.

    Números

    Roubos e furtos de veículos em Florianópolis, São José e Palhoça, com diminuição dos números de 2017 para 2018 (de janeiro a setembro de ambos os anos).

    São José Furtos Roubos Recuperações

    2017 705 354 715

    2018 458 330 539

    Florianópolis Furtos Roubos Recuperações

    2017 517 324 778

    2018 467 244 649

    Palhoça Furtos Roubos Recuperações

    2017 359 133 363

    2018 198 109 241

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