A popularização dos automóveis híbridos trouxe uma nova dúvida para quem pensa em comprar um modelo eletrificado, especialmente usado: afinal, se a bateria do sistema híbrido der defeito, o veículo tem condições de continuar andando ou “morre”?

Continua depois da publicidade

Em muitos casos, o veículo ainda consegue rodar, mas com desempenho reduzido, maior consumo de combustível e sobrecarga do motor a combustão. Em situações mais graves, porém, uma avaria no sistema de alta tensão pode paralisar o carro e exigir atendimento especializado.

Nos híbridos, a bateria de tração é responsável por alimentar o motor elétrico, que trabalha junto com o motor a combustão. É esse conjunto que permite reduzir consumo, melhorar arrancadas e, em alguns modelos, rodar pequenos trechos em modo 100% elétrico.

Quando essa bateria perde eficiência ou apresenta falha, o carro pode deixar de contar com a assistência elétrica. Isso significa que o motor a combustão passa a fazer mais esforço sozinho. O resultado pode aparecer em forma de perda de força, pior desempenho em subidas e aumento no gasto de combustível.

Carros elétricos usados a partir de R$ 75 mil que são boas opções de investimento

Continua depois da publicidade

O carro híbrido para de uma vez?

Mas isso não quer dizer que seja seguro ignorar o alerta. Rodar com defeito no sistema híbrido pode agravar a avaria e transformar um reparo menor em uma conta muito mais cara.

Já em falhas mais sérias, principalmente envolvendo a rede de alta tensão, o carro pode, sim, ficar paralisado. Por isso, o recomendado é procurar assistência técnica assim que qualquer aviso relacionado ao sistema híbrido aparecer no painel.

Garantia pode salvar o comprador

Um ponto importante é que algumas marcas oferecem garantia específica para os componentes do sistema híbrido, incluindo a bateria de tração. O prazo e a quilometragem variam conforme a fabricante, o modelo e as condições do contrato, mas essa cobertura pode reduzir bastante o risco para quem compra um híbrido novo ou seminovo. Em alguns casos, a garantia é de 96 meses ou 200 mil quilômetros rodados.

Isso faz diferença na decisão de compra, especialmente porque a bateria é um dos componentes mais caros do conjunto eletrificado. Ainda assim, o comprador precisa checar com atenção se a garantia continua válida, se as revisões obrigatórias foram feitas dentro do prazo e quais peças estão realmente cobertas. Em híbridos usados, essa consulta deve ser feita antes de fechar negócio, de preferência com o manual, o histórico de manutenção e uma concessionária da marca.

Continua depois da publicidade

Híbrido usado vale o risco?

Pode valer, mas exige mais cuidado do que um carro convencional. Um híbrido bem cuidado tende a oferecer consumo menor, boa durabilidade e conforto no uso urbano. O problema é comprar apenas pelo preço e ignorar o estado do sistema elétrico.

Antes de fechar negócio, vale seguir uma lista básica:

  • verificar se todas as revisões foram feitas;
  • conferir se há garantia ativa do sistema híbrido;
  • pedir diagnóstico eletrônico;
  • desconfiar de luzes de alerta no painel;
  • pesquisar o custo da bateria e dos componentes elétricos;
  • evitar carros com histórico obscuro de manutenção.