O relatório de tendências do Depop, marketplace global de moda, apontou um dado curioso: um aumento de 542% nas buscas por “vestido bandagem”. A peça, que foi febre perto de 2010, usado pelas it-girls nas baladas ou até eventos mais arrumados, deve voltar ao gosto das fashionistas, e dessa vez mais inclusivo.

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O modelo é caracterizado por várias fitas elásticas que dão forma ao corpo, definindo bem o corpo de quem usa. Os vestidos assim são mais antigos, da década de 1980, criado pelo estilista tunisiano Azzedine Alaïa, que modelou a peça para lembrar múmias e ritos ancestrais egípcios. Mas a versão dele vinha em um tecido leve e fluido, e foi só na década de 1990 que Hervé Léger usou a inspiração para criar modelos mais elásticos.

O modelo de Léger virou queridinho de Hollywood, e foi usado até por Nicole Kidman no filme Batman Eternamente (1995), e até pela Princesa Diana em diferentes ocasiões. Agora, o bandagem parece estar de volta.

Tudo começou com Kaia Gerber, filha da modelo Cindy Crawford, usando uma peça semelhante à que a mãe já usou em 1993. Hailey Bieber e Margot Robbie também já apostaram na peça em diferentes ocasiões.

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Inspirações atuais para usar vestido bandagem

Dessa vez, a peça vem mais inclusiva. Na primeira ascensão do vestido bandagem, os elásticos ressaltavam o corpo e exibiam tudo. No final dos anos 90, parecer saudável era a meta estética, já que o mundo ainda lidava com uma epidemia de HIV, doença que mostrava, literalmente, seu avanço. Parecer saudável era o ideal, o que levou o mundo e, especialmente Hollywood, a buscar aulas de aeróbica, pilates, e o culto ao corpo se tornou mais forte.

A busca por um “copo ideal” nunca saiu de moda, mas a inclusão de diferentes corpos tem se tornado mais forte. Mas, por outro lado, o boom das canetas emagrecedoras expõe que a magreza ainda é o objetivo — justamente quando peças mais justas voltam a ficar em alta, junto com a calça de cintura baixa, por exemplo.

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