Em menos de um mês, no dia 1º de junho, ocorre o lançamento do livro Sea Spinner: O guardião da água, de Julie Johnson. A obra chega às livrarias como uma das grandes apostas da editora Galera Record para o ano, consolidando o Reino dos Remanescentes como um dos sucessos do gênero romantasia — a fusão entre romance e fantasia — no país.

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Isso pois, em 2025, Wind Weaver, o primeiro volume da série, foi o lançamento mais vendido da editora. O sucesso do livro de abertura da saga foi tamanho que a editora precisou relançar a edição em capa dura para atender a pedidos dos leitores, uma vez que a tiragem inicial esgotou rapidamente.

“O Brasil realmente abraçou a Julie. Os leitores são obsecados por romantasia no Brasil e temos um faro e sabemos quando a romantasia é babadeira, que é o caso de Reino dos Remanescentes. A recepção do Wind Weaver foi maravilhosa, não tem como sonhar com uma recepção mais calorosa”, afirma Rafaella Machado, editora executiva da Galera.

Desafios de uma publicação global

Para chegar ao leitor brasileiro, a publicação de Sea Spinner: O guardião da água, envolve um esforço logístico da editora, uma vez que o lançamento será simultâneo com os Estados Unidos, o que, conforme explica Rafaella, exige uma operação complexa, com a tradução sendo feita a partir de manuscritos que ainda não foram finalizados na língua original.

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“Estamos editando meio que ao mesmo tempo que eles, o que é um super desafio, ainda mais com livros de romantasia que costumam ser maiores, com mais de 300 páginas”, detalha a editora. A equipe precisa ajustar o texto traduzido conforme os editores estrangeiros implementam mudanças no original, garantindo a integridade da obra antes da impressão.

Sucesso do livro no Brasil

Bestseller do Sunday Times, o livro tenta fugir do óbvio ao apresentar uma protagonista que passa longe do arquétipo da “donzela inocente”. Nas palavras de Rafaella Machado, a força do livro está na complexidade da heroína, uma mulher movida por um ódio visceral.

“Ela é alguém que realmente tem muito ódio no coração e um arco de redenção muito épico, além da própria construção do universo, com magia elementar, que é super diferente de outras coisas que temos visto e um triângulo amoroso, que está em desuso, mas que para esse livro faz muito, muito sentido”, pontua a editora.

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Devido à natureza da obra, é comum que leitores a comparem com as produções de Sarah J. Maas, referência mundial no gênero. Embora Machado afirme ser cautelosa com comparações, ela reconhece que o diálogo entre as obras é pertinente neste caso. “Eu vejo o Reino dos Remanescentes encantando muito os fãs de Corte de Espinhos e Rosas. A sensação de leitura, construção da magia, construção do mundo e do arco de maturidade da protagonista me lembra muito a escrita da Sara J.”, afirma.

Conexão com o leitor brasileiro

A autora Julie Johnson, por sua vez, já compreendeu a particularidade dos leitores brasileiros. De acordo com Machado, a escritora percebeu que os fãs leitor brasileiro é “incomparável” e que o país tem um “jeitinho” próprio de demonstrar entusiasmo.

A editora adianta que existem planos para fortalecer ainda mais esse vínculo. “Temos vários planos de eventos e lives com a Julie”, revela Machado, que também estuda a possibilidade de entrevistas exclusivas ou conteúdos digitais produzidos especificamente para o Brasil.

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