O combate ao sedentarismo infantil ganhou um aliado nostálgico: o legado de LazyTown. A série, que promoveu hábitos saudáveis através do herói Sportacus, ressurge como um alerta necessário diante de dados alarmantes da OMS.
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Atualmente, cerca de 81% dos adolescentes não praticam o nível mínimo de atividade física, enquanto a taxa de obesidade saltou de 2% para 8% nas últimas três décadas, impulsionada pelo excesso de tempo de tela.
Mas como resgatar o entusiasmo pelo movimento em uma era dominada por algoritmos e dispositivos móveis? A resposta pode estar na metodologia lúdica do “exemplo positivo”.
Um herói que inspirava pelo exemplo
No centro da história estava Sportacus, vivido por Magnús Scheving, criador do programa e ex-campeão de aeróbica. O personagem se tornou referência ao estimular hábitos saudáveis de forma leve, sem exigências.
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Com o passar do tempo, a série voltou a ganhar visibilidade nas redes sociais, impulsionada por tendências que resgatam os desafios físicos e a energia do protagonista.
LazyTown era mais do que entretenimento infantil
Apesar da aparência colorida, LazyTown tinha uma proposta bem definida. O objetivo não era dar sermões, mas trocar a ideia de inatividade por uma abordagem mais envolvente, baseada na diversão e no exemplo.
Isso se reflete diretamente em Sportacus: em vez de proibir, ele incentivava. Transformava alimentos saudáveis em algo atrativo, valorizava o movimento e mostrava que brincar, correr e se alimentar melhor podiam fazer parte de uma rotina prazerosa.
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Um cenário que se intensificou
Quando o programa foi lançado, nos anos 2000, já havia sinais de mudança no comportamento infantil. A televisão se tornava cada vez mais presente dentro de casa, principalmente nas grandes cidades.
Hoje, o quadro é ainda mais evidente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 81% dos adolescentes entre 11 e 17 anos no mundo não atingem o nível recomendado de atividade física.
Tempo de tela e consequências
E o cenário continua preocupante, porque mais de um terço dos estudantes brasileiros passam mais de duas horas diárias em frente às telas.
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Além disso, 44,5% afirmam ficar mais de três horas tanto em dispositivos quanto em outras atividades sedentárias.
Outro fator que reforça o alerta é o aumento do excesso de peso. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a taxa de sobrepeso entre pessoas de 5 a 19 anos subiu de 8% em 1990 para 20% em 2022. Já a obesidade passou de 2% para 8% no mesmo período.

