A cada vez que o Flamengo troca de treinador, o nome de Jorge Jesus é lembrado pelos torcedores. Dono do melhor aproveitamento do Rubro-Negro no século, o português voltou a falar sobre a passagem pelo clube, ocorrida em 2019.

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Os recordes de Jorge Jesus no Flamengo

O técnico, atualmente no Al-Nassr, da Arábia Saudita, possui uma coluna semanal no jornal Record, em Portugal. No texto publicado na terça-feira (10), Jorge Jesus escreveu sobre a passagem marcante pelo Flamengo e afirmou o que o fez querer voltar a seu país.

— O maior clube que treinei foi o Flamengo. Foi o grupo que mais se interessou e preocupou comigo. Interessavam-se em saber o porquê dos exercícios e das conversas com alguns durante o treino. E eu ficava no relvado a explicar-lhes tudo, no final. Por isso não teria saído daquela Cidade Maravilhosa se não fosse a Covid-19 — afirmou JJ.

— O meu primeiro teste deu positivo e o segundo deu inconclusivo. Por precaução fui fechado no apartamento, sozinho. Os médicos visitavam-me vestidos com fatos anti-contágio e os funcionários do clube deixavam a comida à minha porta. Tocavam e fugiam antes de eu abrir. Sentia-me numa prisão. Via as notícias e no Brasil a Covid parecia sentença de morte. Então decidi, se era para morrer, que fosse em Portugal. E vim embora. Sem a pandemia, se calhar hoje ainda estaria no Flamengo — revelou o técnico português.

Na época, o Benfica pagou a multa rescisória no Flamengo, no valor de 1 milhão de euros (cerca de R$ 6 milhões), e levou o treinador, que ficou no clube até o fim de 2021. Depois, o técnico passou pelo Fenerbahçe e Al-Hilal antes de chegar ao Al-Nassr em 2025.

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