O casamento de Taylor Swift e Travis Kelce, celebrado na sexta-feira (3) em Nova York, virou assunto no mundo todo, mas para além dos vestidos, dos convidados famosos e da lista de presentes, o evento reacendeu uma discussão comum entre casais de alto patrimônio: o papel do acordo pré-nupcial.

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Esse tipo de contrato é praticamente rotina quando pelo menos um dos noivos já construiu fortuna e carreira antes do casamento. E o caso do casal ilustra bem por quê: Taylor soma hoje cerca de US$ 2 bilhões, boa parte vinda de royalties musicais e das turnês que fez ao longo da carreira. Kelce, embora esteja em outra faixa de patrimônio, também acumulou dezenas de milhões de dólares com contratos esportivos e negócios paralelos, como podcast e publicidade.

Quando a diferença de patrimônio é grande e principalmente quando um dos dois tem uma carreira artística de peso, caso de Taylor e Travis, advogados costumam recomendar cláusulas específicas para proteger o que veio antes do casamento. Isso inclui não só bens materiais, mas também direitos autorais e propriedade intelectual, que seguem gerando dinheiro anos depois de criados.

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Outro ponto que costuma aparecer nesses contratos é o sigilo. Casais famosos normalmente incluem cláusulas de confidencialidade para evitar que detalhes do casamento ou de um eventual divórcio vazem para a imprensa. No caso de artistas, porém, alguns advogados defendem abrir uma brecha: afinal, é comum que canções nasçam de experiências pessoais, e restringir isso poderia limitar o próprio trabalho.

Existem ainda questões que um acordo desse tipo não resolve, como a guarda de filhos, que só pode ser definida se e quando uma separação realmente acontece. Já outros detalhes, como o destino de animais de estimação do casal, têm ganhado mais atenção da Justiça nos últimos anos em alguns estados americanos, como Nova York, os tribunais avaliam o bem-estar do animal, e não apenas quem “comprou” ou registrou o pet.

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Por fim, um detalhe pouco lembrado: acordos pré-nupciais não servem só para prever separações. Eles também organizam o que acontece com o patrimônio em caso de morte. Em estados como Nova York, a lei garante ao cônjuge sobrevivente uma fatia mínima da herança, mesmo que não haja testamento, algo que costuma entrar na negociação desses contratos.

Casos como o de Taylor Swift e Travis Kelce ajudam a explicar por que, entre famosos, o “para sempre” do casamento costuma vir acompanhado de um contrato bem detalhado nos bastidores.

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