Duas semanas após a queda da Coreia do Sul na fase de grupos da Copa do Mundo, Hong Myung-bo quebrou o silêncio para pedir desculpas pelo desempenho da equipe. O ex-treinador assumiu a responsabilidade pelo resultado e revelou ter deixado o país após receber ameaças de morte direcionadas a ele e à família.
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Técnicos que deixaram seleções na Copa do Mundo 2026
Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (9), Hong lamentou não ter alcançado os objetivos esperados pelo país e explicou que o silêncio inicial se deu por entender que deveria carregar sozinho o fardo do fracasso esportivo.
— Peço sinceras desculpas a todos os cidadãos que amaram e apoiaram o futebol coreano. Falhei em alcançar os resultados que a nação esperava na Copa do Mundo. Como técnico, aceito essa responsabilidade com muita seriedade e peço profundas desculpas mais uma vez — acrescentou.
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Hong Myung-bo havia renunciado ao cargo no dia 28 de junho, logo após a derrota contra a África do Sul que selou a eliminação sul-coreana.
A pressão sobre o técnico se intensificou quando ele foi visto viajando para os Estados Unidos, o que gerou acusações de que estaria fugindo das consequências do resultado. No entanto, Hong negou a informação.
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— Não foi uma decisão de fugir das consequências. Havia ameaças direcionadas a mim e à minha família, além de preocupações com a nossa segurança pessoal. Como chefe da família, eu precisava protegê-los — explicou.
Treinador foi vaiado, ameaçado de morte e escoltado pela polícia
Hong Myung-bo enfrentou um cenário hostil e de forte revolta ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Incheon, na Coreia do Sul, após a eliminação da equipe na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Alvo de vaias, ofensas e cartazes que o comparavam ao personagem Pinóquio, o treinador precisou de um forte aparato policial para deixar o local em segurança.
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Mais de 100 agentes foram mobilizados para isolar o trajeto do técnico, que terminou o Mundial em terceiro lugar no Grupo A, acumulando apenas uma vitória em três partidas disputadas.
A rejeição a Hong Myung-bo atingiu níveis extremos no país, com estabelecimentos comerciais proibindo a sua entrada e a emissora pública KBS chegando a borrar o seu rosto nas transmissões de televisão.
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