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Momentos de tensão

"Temi pela minha vida", diz catarinense que matou assaltantes de ônibus no Paraná

O passageiro que atirou contra os suspeitos ainda afirmou que o grupo invadiu o ônibus agredindo as vítimas e disparando tiros

13/02/2020 - 20h59 - Atualizada em: 15/02/2020 - 12h03

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Clarissa
Por Clarissa Battistella
Ônibus transportava passageiros de São Paulo para Santa Catarina e foi abordado pelos assaltantes por volta das 2h de quarta-feira
Ônibus transportava passageiros de São Paulo para Santa Catarina e foi abordado pelos assaltantes por volta das 2h de quarta-feira
(Foto: )

O passageiro catarinense que reagiu à tentativa de assalto a ônibus no Paraná, na madrugada de quarta-feira (12), descreveu à polícia que atirou contra dois assaltantes para proteger a própria vida. O coletivo interestadual seguia de São Paulo para Brusque, em Santa Catarina, quando o motorista foi rendido pela quadrilha na BR-116, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. O passageiro armado estava na poltrona número 1 do ônibus.

As polícias recomendam não reagir a assaltos, independente das circunstâncias, especialmente se envolver armas de fogo, que pode causar acidentes e atingir alguém próximo às pessoas que estão sendo assaltada, como ocorreu neste crime.

Em depoimento escrito a próprio punho para à Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Paraná, o catarinense contou que os suspeitos entraram no ônibus agredindo os passageiros e disparando tiros. Sem dar detalhes da ação, alegou que "neutralizou" dois, dos três ladrões que invadiram o ônibus, temendo pela própria vida. O terceiro pulou do veículo e foi atropelado por um caminhão.

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Para o delegado responsável pelo caso, Moisés de Souza Neto, o homem agiu em legítima defesa. Ele foi ouvido e liberado logo em seguida. Ainda conforme o apurado pela autoridade, não houve troca de tiros entre ele e os assaltantes.

O passageiro, de 47 anos, portava uma pistola calibre 380 com registro válido, além de porte de arma de fogo regular. A reportagem apurou que a profissão do atirador é vigilante. A identificação do homem foi preservada para a sua segurança.

Um dos tiros atingiu de raspão o rosto de uma mulher de 62 anos. Ela foi encaminhada ao Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, em Curitiba. Após uma pequena cirurgia na tarde de quarta-feira (12), recebeu alta.

A Polícia Civil segue em busca dos dois suspeitos que conseguiram fugir. Duas armas, que teriam sido utilizadas pelos criminosos, foram recolhidas no local.

Sete horas antes

Sete horas antes dos três suspeitos morrerem em uma tentativa de roubo a ônibus com passageiros que tinham como destino Santa Catarina, outro veículo da empresa Viação Catarinense, que fazia a rota inversa - Brusque/São Paulo -, foi abordado por uma quadrilha.

O veículo saiu por volta das 19h e chegaria ao destino às 7h. No meio do caminho, no entanto, também na BR-116, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná, foi assaltado. No veículo estavam 53 passageiros, que tiveram os bens tomados pelos criminosos. Apesar do susto, ninguém se feriu.

“Reação não é recomendada”, diz inspetor da PRF de SC

O inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de SC Luiz Graziano ressalta que a recomendação nesses casos é para que as vítimas não reajam. De acordo com ele, os assaltantes em geral atuam sob forte estresse e qualquer movimento pode motivar um disparo de arma de fogo ou uma agressão.

— A reação das vítimas não é recomendada, porque você se coloca e coloca muita gente em risco. Nesse caso, por exemplo, evitou-se o assalto, mas uma mulher levou um tiro de raspão. Poderia ter morrido — comentou.

Grazino orienta que o que pode ser feito é tomar medidas preventivas, como não levar dinheiro em espécie em viagens de ônibus e não passar informações sobre a viagem para outras pessoas.

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