O ex-chefe da Ferrari, Jean Todt, recentemente reacendeu uma polêmica envolvendo Michael Schumacher e Fernando Alonso no GP de Mônaco de 2006. Segundo ele, o alemão teria agido de má-fé em um episódio emblemático que pode ter custado um título.

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— Michael era um cara excelente, mas pagou um preço muito alto cada vez que perdeu o controle. Isso também lhe custou o campeonato, como quando parou de propósito em Monte Carlo com Alonso — revelou Todt ao podcast “High Performance”.

Jean Todt se refere ao episódio nas ruas de Monte Carlo, em 2006, um dos momentos mais emblemáticos da carreira do alemão e de sua rivalidade com Alonso.

Nas classificatórias, o piloto parou seu modelo 248 F1 na curva Rascasse, a centímetros do guard rail. De acordo com o ex-chefe da Ferrari, Schumacher fez isso de propósito, pois sabia que quando a bandeira amarela fosse acionada, os outros pilotos não poderiam mais completar a volta.

A direção de prova puniu Schumacher com o final do grid na corrida principal. Alonso, porém, saiu na pole e foi campeão em Mônaco. O alemão, por sua vez, terminou a prova com o quarto lugar.

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— Ele não sabia trapacear. Ele fez isso duas vezes, que eu saiba, mas fez de forma desastrosa. Seria muito fácil fazer isso várias vezes, mas ele cometeu um erro ao tentar — disse Todt.

Estado de saúde do Michael Schumacher

estado de saúde de Michael Schumacher é um segredo guardado a sete chaves desde quando o ex-piloto sofreu um grave acidente de esqui em dezembro de 2013.

Ele vive sob extrema discrição, recebendo cuidados intensivos 24 horas por dia, assistido por uma equipe médica e de apoio com até 15 profissionais.

O advogado Felix Damm, representante legal da família Schumacher em questões de mídia, falou sobre a escolha de manter o estado de saúde do ex-piloto como privado em entrevista ao portal especializado Legal Tribune Online, publicada em 2023.

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— Sempre se tratou de proteger assuntos particulares. Claro que tivemos discussões sobre como isso poderia acontecer. Então, também consideramos se um relatório final sobre o estado de saúde de Michael poderia ser a maneira correta de fazer isso. Mas isso não teria sido tudo e teria de haver ‘boletins instáveis’ constantemente atualizados — explicou Felix Damm.