Poucas pessoas sabem, mas além do livro Tremembé: o presídio dos famosos, escrito pelo jornalista Ulisses Campbell, outro manuscrito sobre esses criminosos foi publicado.

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O Diário de Tremembé – O Presídio dos Famosos é um livro escrito pelo ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Acir Filló, e foi proibido pela Justiça de São Paulo em agosto de 2019, poucos meses após o lançamento.

A decisão de proibir o livrio partiu da juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da Vara de Execuções Criminais de Taubaté, em São Paulo, e atendeu a um pedido do Ministério Público de São Paulo.

Após analisar o material, a magistrada decidiu que a obra violava direitos de imagem e privacidade de outros detentos retratados, além de causar agitações dentro do presídio de Tremembé, conhecido por abrigar presos de grande repercussão.

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O livro, publicado em 2018, trazia relatos e bastidores da rotina na penitenciária, com menções a nomes famosos, como Alexandre Nardoni, Christian Cravinhos e Roger Abdelmassih.

Compare os atores de Tremembé com os criminosos da vida real

Na decisão, Zeraik afirmou que o material “nem de longe constitui biografia, mas sim especulações da vida alheia. A juíza também determinou multa diária para quem descumprisse a proibição da venda e ordenou a transferência de Filló para outra unidade prisional, por entender que o livro gerou tensão entre os internos.

O pedido de suspensão foi feito pelo Ministério Público, que alegou que algumas pessoas citadas não haviam autorizado o uso de suas histórias ou entrevistas. Segundo a promotoria, o texto trazia informações inverídicas e distorcidas, colocando em risco a segurança dentro do presídio.

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A defesa de Acir Filló afirma que a proibição foi motivada pelas revelações da obra, que “mexeu com poderosos”.

— Meu livro foi proibido porque mexeu com poderosos, inclusive Roger Abdelmassih. Ele continua poderoso mesmo preso. Meu livro foi censurado por isso — afirmou Filló em entrevista ao jornal O Globo.

Condenado por lavagem de dinheiro, Acir Filló cumpria pena em Tremembé quando escreveu a obra. Em entrevistas, o ex-prefeito, que também se apresenta como ex-repórter, afirmou que o livro pretendia mostrar “a realidade do sistema prisional” e denunciar “injustiças e privilégios” entre os detentos. Atualmente, Acir Filló cumpre pena em regime aberto.

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*Sob supervisão de Pablo Brito

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