Achado no litoral do Egito mostra como antigos moradores (Foto: Roland Unger / Geni / Wikimedia Commons)
Arqueólogos encontraram 18 túmulos antigos em Marina El Alamein, no litoral noroeste do Egito, com peças de ouro colocadas na boca de mortos há cerca de 2 mil anos. As peças revelam novos detalhes sobre rituais funerários do período greco-romano.
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Segundo o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, a descoberta chama atenção pelas chamadas “línguas de ouro”, lâminas associadas à ideia de que a pessoa morta ainda precisava falar no além. O conjunto também inclui sarcófagos, altares, vasos, lâmpadas e câmaras funerárias lacradas.
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As pirâmides de Gizé foram erguidas há mais de 4 mil anos como túmulos reais do Egito Antigo (Foto: Ricardo Liberato / Wikimedia Commons)
As estátuas de Ramsés II em Abu Simbel foram talhadas na rocha para projetar poder real (Foto: Savingfutures / Wikimedia Commons)
Hatshepsut governou como faraó e deixou um dos templos mais marcantes de Deir el-Bahari (Foto: Wouter Hagens / Wikimedia Commons)
O Zodíaco de Dendera registra signos e constelações em um relevo egípcio preservado no Louvre (Foto: Shonagon / Wikimedia Commons)
Nilômetros mediam a cheia do Nilo, dado essencial para agricultura e cobrança de impostos (Foto: Baldiri / Wikimedia Commons)
O calendário de Kom Ombo registrava dias, cheias do Nilo e períodos agrícolas em inscrições antigas (Foto: Ad Meskens / Wikimedia Commons)
Modelos funerários representavam trabalhadores, alimentos e atividades necessárias no além (Foto: Metropolitan Museum of Art / Wikimedia Commons)
O senet era um jogo de tabuleiro ligado ao lazer e à jornada simbólica da alma (Foto: Metropolitan Museum of Art / Wikimedia Commons)
A Paleta de Narmer registra uma das imagens mais antigas do poder faraônico unificado (Foto: Jean88 / Wikimedia Commons)
Gatos eram associados à deusa Bastet e podiam ser mumificados como ofertas religiosas (Foto: Wellcome Library, London / Wikimedia Commons)
A mumificação buscava preservar o corpo para a continuidade da pessoa no mundo dos mortos (Foto: Keith Schengili-Roberts / Wikimedia Commons)
Vasos canopos guardavam órgãos retirados durante a mumificação no Egito Antigo (Foto: Metropolitan Museum of Art / Wikimedia Commons)
A máscara de Tutancâmon foi feita em ouro e pedras semipreciosas para cobrir o rosto do faraó (Foto: Erik Hooymans / Wikimedia Commons)
A cerimônia da abertura da boca simbolizava a devolução dos sentidos ao morto antes da vida após a morte (Foto: Hunefer / Wikimedia Commons)
O Livro dos Mortos reunia fórmulas usadas para orientar a alma na passagem para o além (Foto: Wikimedia Commons)
As pirâmides são a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo que sobreviveram até os dias atuais (Foto: Ricardo Liberato / Wikimedia Commons)
A Pedra de Roseta reuniu hieróglifos, demótico e grego em um mesmo decreto antigo e foi essencial para a tradução dos hieróglifos na modernidade (Foto: RickDikeman / Wikimedia Commons)
A Grande Esfinge combina corpo de leão e cabeça humana em uma das imagens mais famosas do Egito (Foto: Br0m / Wikimedia Commons)
A missão arqueológica identificou 11 túmulos escavados na rocha, conhecidos como hipogeus, com cerca de oito metros de profundidade. Outros sete túmulos foram construídos na superfície com blocos de calcário.
Algumas câmaras ainda estavam fechadas por lajes de pedra desde a Antiguidade. Isso torna o achado importante, porque objetos, ossos e estruturas permanecem mais próximos do contexto original em que foram deixados.
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Entre os principais itens encontrados estão: túmulos escavados na rocha e estruturas funerárias de calcário. Assim como um sarcófago de granito de 2,5 metros com restos humanos em estudo.
Os arqueólogos também recuperaram vasos de cerâmica, ânforas, lamparinas, pratos, bacias de pedra e altares de calcário (Foto: Museo Egizio / Wikimedia Commons)
Por que havia ouro na boca dos mortos?
As peças mais chamativas são as lâminas de ouro colocadas dentro da boca de alguns mortos. Esse tipo de objeto ficou conhecido como “língua de ouro” porque imitava, de forma simbólica, a capacidade de falar depois da morte.
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Na religião egípcia, a fala tinha peso espiritual. O morto precisava se comunicar, responder aos deuses e atravessar etapas do julgamento no além. Por isso, a língua de ouro funcionava como uma espécie de amuleto funerário.
O ouro também carregava valor religioso. Para os antigos egípcios, o metal tinha ligação com divindades e proteção. Assim, o ouro no corpo era parte de uma preparação ritual (Foto: Gary Todd / Wikimedia Commons)
Que cidade era esta?
Marina El Alamein fica a cerca de 100 km de Alexandria. A região é associada por arqueólogos à antiga Leukaspis, também identificada como Antiphrai, uma cidade portuária citada por autores gregos.
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A cidade cresceu entre o período helenístico e a era bizantina. Seu auge urbano e econômico ocorreu nos primeiros séculos depois de Cristo, quando o comércio conectava o Egito ao restante do Mediterrâneo.
Esse período histórico é interessante para explicar a mistura de elementos históricos em um mesmo lugar. Os túmulos mostram práticas egípcias tradicionais, mas também objetos e referências ligadas ao mundo greco-romano, como estátuas e itens de uso cotidiano.