A baklava é conhecida em diversos países por suas camadas finas de massa, recheio de nozes e calda adocicada. Apesar da popularidade, sua origem divide opiniões. Agora, a disputa ganhou um novo capítulo e chegou à UNESCO.
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A Turquia apresentou um pedido para que a sobremesa seja reconhecida como parte de seu patrimônio cultural imaterial. A solicitação será analisada ainda neste ano pelo Comitê Intergovernamental da entidade, responsável por avaliar candidaturas ligadas à preservação de tradições culturais.
O debate vai além da gastronomia. Para gregos e turcos, a baklava representa parte da identidade nacional, resultado de uma história compartilhada que atravessa séculos
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Disputa atravessa gerações
A controvérsia entre dois países não é recente. Há décadas, historiadores, chefs e pesquisadores defendem versões diferentes sobre o nascimento da receita.
Na visão grega, a sobremesa teria raízes anteriores ao período otomano e estaria ligada à tradição culinária do antigo Império Bizantino. Essa interpretação sustenta que preparos semelhantes já existiam muito antes da expansão otomana pela região.
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Já especialistas turcos afirmam que a receita ganhou a forma conhecida atualmente nas cozinhas do Palácio Topkapi, durante o Império Otomano, especialmente no governo do sultão Mehmed II. A partir dali, a baklava teria se tornado presença constante nas cerimônias da corte.
O que a UNESCO vai avaliar
O pedido apresentado por Ancara não busca impedir que outros países produzam ou valorizem a sobremesa. Na prática, a UNESCO analisa manifestações culturais vivas e sua importância para determinada comunidade, e não estabelece uma espécie de “propriedade exclusiva” sobre alimentos tradcionais.
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Mesmo assim, obter esse reconhecimento costuma trazer efeitos importantes. Um bem cultural inscrito na lista de organização ganha projeção internacional, fortalece o turismo, valoriza tradições locais e amplia a divulgação da cultura do país.
por isso, o resultado é acompanhado de perto tnato por autoridades quanto por representantes do setor gastronômico.
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Turquia chega fortalecida
A confiança do governo turco também se apoia em um reconhecimento conquistado anteriormente na Europa.
Em 2013, a Baklava da Gaziantep, produzida na cidade localizada no sudeste da Turquia, recebeu o selo de Indicação Geográfica Protegida (IGP) da União Europeia. Foi o primeiro produto turco a obter essa certificação, que identifica alimentos associados a uma região específica e a métodos tradicionais de produção.
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Esse precedente reforça a estratégia adotada pelo país na nova disputa internacional.
É mais do que um doce
Independentemente da decisão da UNESCO, a baklava permanece como um dos doces mais conhecidos do Mediterrâneo e do Oriente Médio.
Preparada com camadas de massa filo extremamente finas, recheio de nozes trituradas e calda aromatizada, a receitaa atravessou fronteiras ao longo dos séculos e passou a fazer parte da culinária de diferentes povos da região.
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Agora, resta aguardar a decisão do comitê da UNESCO, prevista para o fim deste ano. o resultado promete acrescentar mais um capítulo a uma das rivalidades gastonômicas mais conhecidas entre Grécia e Turquia, mostrando que, em alguns casos, até uma sobremesa pode se transformar em tema de debate internacional.



