As imagens do flagrante do assassinato do barbeiro Paulo Sérgio da Silva Caetano, 29 anos, na tarde de terça-feira (9), mostram que os dois suspeitos utilizavam o uniforme de uma empresa no momento do crime. A vestimenta, no entanto, não tem relação nenhuma com o eventual local de trabalho dos suspeitos, mas sim com um “disfarce” para se aproximar sem levantar suspeitas. É o que afirma o Delegado da Polícia Civil, responsável pelo caso, Dirceu Silveira.
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— Isso foi para ludibriar a chegada, a aproximação deles com a vítima, para que a vítima não os identificasse na condição de autores desse evento criminoso. Isso facilitou que eles adentrassem o comércio, inclusive conversaram com a vítima antes de executá-la, perguntando valores de corte de cabelo e na sequência o executaram — revela Dirceu em entrevista à rádio CBN Joinville.
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O delegado enxerga ainda envolvimento dos acusados do crime contra o barbeiro com outro praticado no dia anterior, no final da tarde de segunda-feira (8), também no bairro Jardim Paraíso. Segundo ele, houve uma tentativa de homicídio e a moto utilizada era a mesma apreendida nessa ocorrência com a morte de Paulo Sérgio.
— No evento dia anterior, os autores usavam vestimenta de motoboy, então era uma prática por parte desses indivíduos para que não chamassem atenção em relação às suas vítimas e facilitasse a ação criminosa — comenta.
Para Dirceu, o assassinato na barbearia trata-se de uma execução, porque os autores tinham conhecimento de que vítima trabalhava naquele local. Além disso, teriam conversado com Paulo antes de partirem para os disparos, que seria mais um indício de que a ação foi premeditada.
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A partir de agora, a Polícia Civil pretende avançar com a investigação para elucidar o caso e também identificar se há mais envolvidos.
— A investigação policial está buscando entender de uma maneira mais clara a motivação desse evento criminoso, e principalmente nós precisamos entender se existe a participação de outros indivíduos nessa ação. Se existe um segmento criminoso envolvido, muito possivelmente nós tenhamos aí uma questão de mandante do crime praticado contra a vítima — conclui.







