Pelos próximos dias a pergunta que mais vai movimentar as redes sociais é: Quem matou Odete Roitman? Momento mais esperado pelos noveleiros de plantão. A trama da Globo tem cinco principais suspeitos pelo assassinato da vilã de Vale Tudo, são eles: Marco Aurélio (Alexandre Nero), Maria de Fátima (Bella Campos), César (Cauã Reymond), Celina (Malu Galli) e Heleninha (Paolla Oliveira).

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O mistério está sendo guardado a sete chaves pela autora Manuela Dias e pelo diretor Paulo Silvestrini. O segredo do assassinato de Odete só será revelado no último capítulo do remake, com exibição prevista para o próximo dia 17.

Uma coisa é certa: o criminoso vai lucrar, de alguma forma, com o trágico fim. Mesmo que o motivo não seja dinheiro, mas vingança.

Na versão original da trama, escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, quem atirou em Odete foi Leila (Cassia Kis), por engano, acreditando estar eliminando Fátima (Gloria Pires), então amante de seu marido, Marco Aurélio (Reginaldo Faria). Lucrando com vingança, portanto.

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No entanto, tem quem tenha lucrado muito dinheiro com a morte de Odete, visto que as apostas para descobrir o assassino movimentaram o Brasil. De concurso televisivo com envio de cartas, até bolada na loteria. Isso porque depois da morte, o enterro da vilã continuou instigando os brasileiros, que passaram a investir nas loterias e em jogos de azar baseados no número de seu túmulo.

Intérprete da icônica vilã na Vale Tudo de 1988, Beatriz Segall (1926-2018) lembrou em entrevista, ao Memória Globo, histórias curiosas em torno de sua personagem mais marcante da carreira. Uma delas, envolvendo a própria:

— Quando Odete Roitman morreu, aconteceram algumas coisas engraçadas. O [publicitário] Washington Olivetto (1951-2024) me telefonou na véspera do assassinato, às seis horas da tarde. E me disse: “Beatriz, nós estamos reunidos aqui, bolando um anúncio para companhias de seguro pessoal, e precisamos de você. Queremos saber se topa: vamos publicar só a sua fotografia e, embaixo, vai estar escrito assim: ‘Nunca se sabe o dia de amanhã. Faça seguro'”. Eu dei uma gargalhada, porque achei de uma inteligência tão grande. E disse: “Tudo bem, pode fazer”. Inclusive, cobrei muito pouco. Deveria ter cobrado muito mais… Mas eu gostei tanto do anúncio — contou Beatriz em depoimento ao site Memória Globo.

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Na mesma ocasião, a atriz revelou o diálogo que teve, anos depois, com um agradecido telespectador da novela:

— Me aconteceu uma coisa engraçada e bonita. Eu estava saindo do [Teatro] Municipal à noite e fiz sinal para um táxi. Só que alguém passou na frente e o pegou antes de mim. Logo atrás, veio um outro. O taxista acenou, e eu entrei no carro dele. Éramos várias pessoas. Quando nós saímos, ele me disse assim: “A senhora tinha que entrar no meu carro. Eu perguntei por quê. E ele: Eu vou lhe contar uma história. Quando morreu Odete Roitman, todo mundo ficou jogando no número do túmulo dela, durante um mês. E a minha mulher me falava: ‘joga, joga’. No último dia do mês, eu estava tão mal de vida, que resolvi jogar o que eu tinha. E ganhei uma bolada. Aí eu comprei um carro novo, fiz umas reformas na minha casa para dar um certo conforto à minha família e ainda sobrou um dinheirinho. A senhora tinha que entrar no meu carro para eu lhe contar isso e agradecer”. Eu fiquei tão contente, achei tão simpática a história! Foi realmente um acontecimento essa personagem… Tomara que um dia surja outra (assim).

Curiosamente, nas cenas do enterro da empresária que foram ao ar em janeiro de 1989, o único número que surge em destaque na tela é “71E”, num túmulo atrás de Solange (Lidia Brondi) e Sardinha (Otavio Müller), enquanto eles conversam no cemitério sobre a trágica morte da vilã. Não é mostrada a lápide com as inscrições referentes à personagem.

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Compare o elenco de Vale Tudo em 1988 e em 2025

*Sob supervisão de Pablo Brito

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