A cantora IZA abre um novo capítulo de sua carreira ao lançar os singles Caos e Sal e Tão Bonito, que chegam às plataformas digitais nesta quinta-feira (18). Com um mergulho em novas sonoridades, os trabalhos marcam a estreia da artista no reggae e no afrobeat, gêneros que, segundo ela, sempre fizeram parte de sua vida e agora ganham centralidade em seu repertório.
Continua depois da publicidade
“Eu sempre desejei explorar o reggae, um estilo extremamente democrático por suas diversas vertentes, do R&B ao rap, do tradicional ao dancehall. É um gênero que eu namoro há muito tempo”, afirmou a cantora em entrevista coletiva. Para IZA, mãe da pequena Nala, esse mergulho no reggae é pessoal.
“Ao longo da maternidade eu só conseguia pensar nisso. E eu não consigo me imaginar cantando outra coisa nesse momento, o reggae é algo que me conecta com a Isabela de sempre, com a IZA que começou. E eu não acho que é uma coisa definitiva, não acho que é um rótulo, não acho que é nada que me limite, mas é um momento que eu quero viver com muita verdade”, disse.
Segundo a cantora, o reggae, assim como o samba, oferece uma vasta gama de sonoridades com as quais se identifica profundamente, além de carregar uma mensagem de paz, amor e consciência política que se conectam com as próprias raízes. O novo trabalho também reforça o diálogo entre crítica social e poesia, uma combinação presente desde Pesadão e Ginga, que a cantora aponta como fundamentais para pavimentar o caminho até aqui.
Continua depois da publicidade
“As críticas sociais que acontecem nas minhas músicas não são nada planejadas, mas a partir do momento que elas estão ali, eu tento falar delas da forma mais consciente possível. E eu acredito que a partir do momento que você aborda as coisas com carinho, com amor, com sabedoria e com arte, fica mais fácil de você penetrar o coração das pessoas”, reflete.
Caos e Sal e Tão Bonito
A canção Caos e Sal é uma composição que está com IZA há cerca de cinco anos, iniciada pelo artista baiano Rafa Chagas. A letra é um hino de afirmação pessoal que equilibra sabedoria ancestral e uma crítica à arrogância do poder. Para IZA, a música reflete perfeitamente o que ela enxerga no reggae, um estilo que convoca à consciência, provoca e emociona. Ela acredita que a crítica social e a poesia sempre andaram juntas e que a arte é talvez a melhor forma de transmitir essas mensagens, pois “provoca, instiga, fala, critica, mas encanta, hipnotiza ao mesmo tempo”.
Já Tão Bonito oferece um momento de maior leveza e intimidade, misturando o reggae romântico com o afrobeat. A faixa, uma parceria com os produtores Nave e Fejuca, destaca a performance vocal de IZA, carregada de sensualidade e confiança. “Eu acho que ela compõe bem a história de reggae e afrobeat que eu quero contar nesse álbum”, comenta a cantora.
Continua depois da publicidade
Influências e inspirações
Para este projeto, IZA se inspirou em uma variedade de artistas, incluindo Gilberto Gil, Lauryn Hill, Erykah Badu, Bob Marley e Koffee. A influência da Bahia também será marcante, não apenas pela participação do compositor Rafa Chagas em várias faixas do novo álbum, mas também pela admiração de IZA pelo reggae brasileiro.
“A Bahia é um celeiro cultural desse gênero. O reggae que existe aqui só existe aqui. É algo que me inspira muito”, afirma.
A ancestralidade é um dos pilares dessa nova fase. Inspirada por Kemet, nome original do Egito Antigo que significa “terra preta”,, IZA resgata símbolos africanos e maranhenses em seus visualizers, elemento audiovisual destinado a acompanhar uma música, trazendo referências às deusas egípcias Bastet, Nefertiti e Cleópatra, além da força dos Adinkras, ícones africanos que carregam saberes ancestrais.
Continua depois da publicidade
“As cores também contam essa história. Pensei no pôr do sol, no azul lápis-lazúli, no branco das pirâmides, no preto de Bastet. Eu sabia que não queria fazer um álbum só trazendo as cores que são as cores específicas do reggae. E eu gosto de estar tentando me reinventar, sempre tento me provocar de certa forma e pensei como vou esteticamente contar essa história sem me repetir”, explica.
No palco, a artista promete integrar essa nova fase sem abrir mão dos sucessos que a consagraram. “Não vai ser nada segmentado. Sempre vou dar ênfase ao que estou fazendo no momento, mas canções como Pesadão e Dona de Mim nunca saem do repertório. Com jeitinho, dá para comunicar e cantar tudo”, antecipa.







