Veja quando dores no corpo indicam a hora de procurar um médico

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Dores no corpo não devem ser normalizadas, necessitando de ajuda médica (Imagem: AYA images | Shutterstock)

Dores no corpo não devem ser normalizadas, necessitando de ajuda médica (Imagem: AYA images | Shutterstock)


Dores nas costas, na cabeça e nas pernas podem até ser sintomas comuns da exaustão do corpo diante de uma rotina intensa de trabalho, estudos ou exercícios. Contudo, no Brasil, quase metade da população (45%) ignora sintomas de dores antes de buscar auxílio médico e tem ainda o costume de pesquisar na internet ou consultar amigos antes de profissionais capacitados. Os dados são do levantamento Saúde do Brasileiro – 2023, feito pela Hibou, empresa de pesquisa e insights de mercado e consumo, e apontam para um cenário preocupante quando o assunto é saúde.

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De acordo com Ana Paula Carvalho, profissional da área de Clínica Médica do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, é preciso se atentar ao momento de procurar ajuda médica. “Sentir dores no corpo é uma experiência comum, muitas vezes associada ao cansaço, estresse ou pequenos incidentes do dia a dia. No entanto, nem todas as dores devem ser ignoradas ou tratadas de forma caseira”, ressalta a especialista.

Dores além de um desconforto

Segundo Ana Paula Carvalho, alguns sinais indicam que uma dor no corpo pode ser mais do que apenas um desconforto passageiro, tais como:

  • Duração prolongada e intensidade elevada: persiste por mais de alguns dias ou semanas, ou é muito intensa, a ponto de não melhorar com analgésicos comuns;
  • Sintomas associados: presença de febre, perda de peso inexplicável, fadiga extrema, fraqueza, dormência, formigamento, área dolorida com inchaço, vermelhidão ou sensação de calor;
  • Início súbito: surge de repente, sem uma causa aparente;
  • Interferência nas atividades diárias: dificulta a realização de tarefas cotidianas, como caminhar, trabalhar ou dormir;
  • Histórico de trauma ou lesão: surge após uma queda, acidente ou qualquer tipo de lesão.

Dores localizadas que precisam de atenção

Ainda segundo a profissional, a região do corpo em que se sente a dor também pode ser um fator preocupante em relação à gravidade do problema, sendo necessário buscar ajuda médica imediatamente. Entre os locais que precisam de uma atenção especial, se houver desconforto, a profissional destaca:

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  • Dor no peito: qualquer desconforto no peito acompanhado de dificuldade para respirar, sudorese, náusea ou dor que irradia para o braço esquerdo, mandíbula ou costas;
  • Dor abdominal intensa: acompanhada de febre, vômitos persistentes, inchaço ou sensibilidade extrema.
  • Dor nas costas: acompanhada de perda de controle da bexiga ou intestino, fraqueza nas pernas ou febre;
  • Dor de cabeça súbita e intensa: qualquer dor de cabeça que seja a pior já experimentada, que aparece subitamente ou é acompanhada de rigidez no pescoço, confusão, perda de consciência ou alterações na visão;
  • Dor nas pernas com inchaço: inchaço, vermelhidão, calor e sensibilidade nas pernas;
  • Dor ao urinar: deve ser avaliada o quanto antes, principalmente se acompanhada de febre, sangue na urina ou dor nas costas;
  • Dor na coluna que se irradia para a perna ou braço: se houver fraqueza, dormência ou perda de função na extremidade afetada.

Natureza, duração e sintomas ajudam a diferenciar as dores musculares de problemas mais graves (Imagem: Andrey_Popov | Shutterstock)

Identificando dores normais ou problemas mais sérios

O cuidado com a saúde, de forma preventiva, precisa ser diário, mas nem toda dor é sinal de um problema que precisa de intervenção médica, conforme explica Ana Paulo Carvalho. “Distinguir entre dores musculares normais e aquelas que podem indicar um problema médico mais sério envolve observar a natureza, a duração e os sintomas associados à dor”, alerta.

A seguir, a médica indica algumas características das dores musculares consideradas normais:

1. Atividade física regular

Praticar exercícios aeróbicos, como caminhar, nadar ou andar de bicicleta, ajuda a manter as articulações e músculos saudáveis. Fazer alongamentos diários também melhora a flexibilidade e reduz a tensão muscular. A profissional destaca que é importante fazer um aquecimento adequado antes das atividades físicas para prevenir lesões, além de usar calçados que ofereçam suporte adequado.

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2. Dieta adequada

Consumir uma variedade de alimentos ricos em nutrientes, assim como beber bastante água, ajuda a manter os tecidos musculares hidratados e a reduzir o risco de cãibras e dores. Além disso, uma boa alimentação auxilia na manutenção de um peso saudável, diminuindo a pressão nas articulações, especialmente nos joelhos, quadris e coluna.

3. Sono adequado

Garantir de sete a nove horas de sono por noite ajuda o corpo a se recuperar e reduz a percepção da dor. Porém, a qualidade de sono também é muito importante.

4. Evitar hábitos como tabagismo e consumo de álcool em excesso

O tabagismo pode agravar a dor e interferir na circulação sanguínea, retardando a recuperação, ao passo que consumir álcool em excesso pode afetar a saúde geral e aumentar a dor.

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5. Check-ups regulares

Visitar o médico regularmente para monitorar a saúde geral e tratar problemas antes que se tornem graves. “Muitas condições de saúde podem não apresentar sintomas iniciais claros. Durante um check-up, exames laboratoriais e avaliações médicas podem detectar irregularidades antes que sintomas óbvios apareçam. Isso permite intervenções mais eficazes e menos invasivas”, finaliza Ana Paula Carvalho.

Por Nayara Campos da Silva