A comédia protagonizada por Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Vladimir Brichta, Lázaro Ramos e Bruna Marquezine, Velhos Bandidos, estreou nesta quinta-feira (26) nos cinemas do Brasil. O longa, roteirizado e dirigido por Claudio Torres, mostra o que o cinema nacional sabe fazer de melhor: reunir grandes nomes e usar performances para cativar o público.
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Velhos Bandidos apresenta o casal Marta (Fernanda Montenegro) e Rodolfo (Ary Fontoura), que planeja um ousado assalto a banco, digno de cinema. Para realizar o roubo, eles se unem a um casal de assaltantes, Nancy (Bruna Marquezine) e Sid (Vladimir Brichta) – um “vigarista” como descrito pelo próprio ator – que ainda que contrariados, se juntam à dupla. Mas, a nova equipe de ladrões não contava com tudo que poderia dar errado e com a insistência de Oswaldo (Lázaro Ramos), um investigador.
No entanto, Lázaro Ramos não apenas interpreta um investigador, como também sabe (e muito bem) investigar as nuances de seus companheiros de cena. Em entrevista ao NSC Total, o ator conta que diversas vezes apenas parava para observar os veteranos, Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, atuando.
— Quando juntava “Dona” Fernanda Montenegro e “Seu” Ary Fontoura fazendo uma cena, você para pra assistir e aplaudir. Eu acho que é isso que o público vai receber desse filme. O prazer foi duplo, ter a condução desse diretor [Claudio Torres] que eu admiro tanto e de estar assistindo a verdadeiros gênios da comédia trabalhando juntos — disse Lázaro.
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Para Lázaro, que rasga elogios ao diretor e fala sorrindo sobre sua admiração por Fernanda, toda a produção da obra é resultado da confiança que Claudio Torres teve no roteiro. O ator explica que o grande diferencial do filme é ser uma comédia, mas ter uma história envolvente e “cheia de viradas”.
Lázaro Ramos fala sobre Oswaldo, seu personagem em Velhos Bandidos
Vladimir Brichta, que não tem nada de “vigarista”, odeia receber golpes de telefone e também é um dos protagonistas do filme, não só pensa como Lázaro Ramos como vê Ary Fontoura e Fernanda Montenegro como dois maestros guiando uma orquestra e ditando o ritmo da dança da produção.
— O tom do filme são eles. O que eles tocarem eu danço, entendeu? Eu e a Bruna [Marquezine], a gente faz um casal que tem que ser gostoso de se assistir, pelo qual você torce, mas filme também é sobre o amor de dois pares, como os casais de certa forma funcionam como um espelho, uma continuidade, eles guiam aquilo ali. Tudo isso muito bem conduzido pelo Claudio Torres — explica Vladimir Brichta em entrevista ao NSC Total.
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Para o ator, existe um certo encantamento mútuo em acompanhar o processo de criação do filme, porque para que os atores acertem no tom dos personagens, mesmo com uma diferença geracional, aguçar a escuta é um fator importante na hora de assistir aos veteranos.
— Eu acho que a escuta afiada é um pouco o trabalho da gente como ator, de todos nós, porque aí nós nos comunicamos e interagimos, e isso faz com que a gente perceba que estamos fazendo o mesmo filme, contando a mesma história, no mesmo tom. Agora é claro, se tem um maestro nessa história é “Fernandona” Montenegro e e Ary Fontoura.
Vladimir Brichta fala sobre Sid, seu personagem em Velhos Bandidos
O longa também conta com a participação especial de Reginaldo Faria, Vera Fischer, Teca Pereira, Hamilton Vaz Pereira, Tony Tornado, Laila Garin e Nathalia Timberg.
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Veja o trailer de Velhos Bandidos
*Sob supervisão de Pablo Brito

