O primeiro Velozes e Furiosos não parecia nascer para virar uma das maiores franquias de ação do cinema. Era um filme de rua, asfalto sujo, repletos de carros rebaixados, neon, adesivos, motores barulhentos e personagens que falavam de velocidade como quem falava de pertencimento.

Continua depois da publicidade

Vinte e cinco anos depois, o longa volta aos cinemas nos Estados Unidos e ganhou até balde de pipoca em formato de carro. Mas a nostalgia não está só no brinde. Está no Dodge Charger preto de Dominic Toretto, no Toyota Supra laranja de Brian O’Conner e em uma época em que a saga ainda cabia em uma avenida, uma oficina e uma corrida eletrizante depois do pôr do sol.

Antes de se tornarem “família”

Lançado em 2001, Velozes e Furiosos era mais simples do que os filmes que vieram depois. Brian era um policial infiltrado no mundo das corridas clandestinas de Los Angeles. Dom era o líder de um grupo que vivia entre carros, lealdade e pequenos crimes. No centro de tudo, havia uma pergunta que movia a história: até onde vai a fidelidade quando a rua vira família?

A resposta ajudou a criar a marca emocional da franquia. Antes de missões impossíveis, cofres arrastados, aviões e carros no espaço, Velozes e Furiosos falava de confiança, rivalidade e identidade. O carro não era apenas transporte. Era uma extensão do próprio personagem.

Continua depois da publicidade

A era dos carros tunados

O impacto do primeiro filme não ficou preso ao cinema. Ele ajudou a levar a cultura dos carros modificados para o público geral. Spoilers enormes, pinturas chamativas, nitro, rodas cromadas, luzes de neon e motores japoneses viraram parte do imaginário de uma geração.

A franquia também aproximou dois mundos que nem sempre apareciam juntos em Hollywood: os muscle cars americanos, como o: Dodge Charger de Dom, e os esportivos japoneses, como: Supra, Eclipse, RX-7 e Skyline. Essa mistura fez muita gente olhar para carros importados e projetos de garagem com outro interesse.

O que veio após o sucesso

Velozes e Furiosos 2 levou a estética para Miami, com cores ainda mais fortes, carros mais espalhafatosos e clima de videoclipe. Tokyo Drift mudou o idioma da franquia ao transformar derrapagem em cultura, colocando o drift japonês no centro da narrativa.

Continua depois da publicidade

A partir de Velozes e Furiosos 5, a saga entrou em outra marcha. As corridas deixaram de ser o foco principal e deram lugar a assaltos internacionais, perseguições gigantes e ação cada vez mais absurda. O público cresceu, a bilheteria explodiu e a série virou espetáculo global.

Essa mudança divide fãs até hoje. Para alguns, a franquia ficou maior e mais divertida. Para outros, perdeu a estética das ruas e a ligação direta com a cultura automotiva que marcou os primeiros filmes.

O peso da nostalgia

A força do relançamento está justamente nessa lembrança. Rever o primeiro filme hoje é encontrar uma versão mais jovem da franquia, antes de ela virar uma máquina bilionária de fazer rios de dinheiro. O drama era menor, mas os carros pareciam mais próximos. A ameaça era local, mas o vínculo entre os personagens já tinha o tamanho de saga.

Continua depois da publicidade

Também é impossível falar dessa memória sem lembrar Paul Walker. Brian O’Conner virou um dos rostos mais queridos da franquia, e sua parceria com Vin Diesel ajudou a transformar Velozes e Furiosos em algo maior do que corrida e explosão.

A importância

Velozes e Furiosos mudou porque precisava continuar. Saiu das ruas, atravessou países, trouxe novos personagens e aumentou tudo até certo exagero. Mas o motivo de tanta gente ainda olhar para trás está no começo.

O primeiro filme tinha uma energia que a franquia nunca repetiu do mesmo jeito: carros que pareciam impossíveis, oficinas cheias de personalidade, corridas filmadas como ritual e a ideia de retratar a família como algo primordial. Vinte e cinco anos depois, talvez seja isso que ainda faça o motor roncar na memória dos fãs.

Continua depois da publicidade

Onde assistir:

Para quem quer rever a franquia com olhar nostálgico, a ordem ideal é começar pelo filme de 2001, seguir para Velozes e Furiosos 2, passar por Tokyo Drift e só depois entrar na fase dos grandes assaltos e missões globais.

  • Velozes e furiosos, do 1 ao 8, você encontra no Hbo Max;
  • Velozes e furiosos 9 – TeleCine;
  • Velozes e Furiosos 10 – Universal+;
  • Hobbs & Shawn (Spin-off da franquia) – Hbo Max;

O vindouro Velozes e Furiosos 11 será o capítulo final da saga principal, encerrando a história de Dominic Toretto e sua família. Intitulado Fast Forever (Velozes Para Sempre), o longa tem previsão de lançamento para 17 de março de 2028. A produção contará com o retorno de Paul Walker por meio de computação gráfica e direção de Louis Leterrier.

Continua depois da publicidade

Jean Lindemute