Jair Júnior (sem partido), vice-prefeito de Lages, deve passar por outra cirurgia após se envolver em um acidente enquanto tentava fugir do cumprimento de uma ordem judicial pelo Gaeco, na noite de quinta-feira (21). A ação ocorreu após ele ser condenado por crimes relacionados à violência doméstica contra a ex-companheira.

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O estado de saúde foi atualizado ao NSC Total pelo advogado dele, Guilherme Ramos, que também afirmou que o político deve passar por mais uma cirurgia na perna.

O político se envolveu no acidente enquanto fugia de agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), que cumpriam um mandado de prisão de uma decisão proferida contra ele na tarde da última quinta-feira. O vice-prefeito, ao ver os agentes, teria fugido batido de frente com um caminhão.

O acidente ocorreu por volta das 20h, no Km 247 na BR-116, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram a frente do carro de Jair Junior destruída pelo impacto. 

Político é condenado por crimes de violência

Jair Júnior foi condenado a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes relacionados à violência doméstica contra a ex-companheira, após denúncias em março de 2025. A decisão também determinou a perda do mandato eletivo do político.

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Em conversa com o NSC Total, a defesa de Jair afirmou que deve entrar com um habeas corpus na segunda-feira (25). O advogado informou, ainda, que irá recorrer da decisão sobre a perda de mandato.

Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação da prefeitura não retornou sobre os desdobramentos do processo até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.

Veja fotos de Jair Junior, vice-prefeito de Lages

Por que Jair Júnior foi condenado?

A condenação atende a uma ação penal ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), após investigação sobre episódios de violência doméstica envolvendo a ex-companheira do político. Segundo o órgão, Jair Júnior foi condenado pelos crimes de lesão corporal, cárcere privado, constrangimento ilegal e perseguição.

A denúncia havia sido apresentada pelo MPSC em abril de 2025. O processo tramita sob sigilo judicial.

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Ele já havia sido preso no dia 22 de março de 2025 pelo crime, mas foi solto no mesmo dia após uma audiência de custódia e fixação de fiança. A vítima relatou à polícia que o relacionamento durou cerca de um ano e terminou dois meses antes da agressão, período em que o vice-prefeito não teria aceitado a separação e passou a procurá-la insistentemente.

Entenda a denúncia contra Jair Júnior

Segundo a denúncia apresentada pelo MPSC, o vice-prefeito de Lages, Jair Júnior, teria cometido uma série de agressões e atos de perseguição contra a ex-companheira após o fim do relacionamento.

De acordo com o processo, o primeiro episódio de violência física ocorreu em janeiro de 2025, quando ele teria apertado os braços e o rosto da mulher após ela se recusar a publicar uma foto do casal nas redes sociais.

O caso mais grave ocorreu em março, na véspera da prisão em flagrante, do dia 22. Conforme a denúncia, Jair Júnior convenceu a ex-companheira a entrar no carro sob o pretexto de conversar sobre uma reconciliação, mas a levou à força até a casa dele. No local, teria trancado portas e janelas para impedir pedidos de socorro e tentado acessar o celular da vítima em busca de mensagens comprometedoras. Diante da negativa dela em fornecer a senha, ele teria dado tapas no rosto da mulher e pressionado um travesseiro contra a cabeça dela.

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Ainda segundo o MPSC, a vítima foi liberada após prometer que não registraria ocorrência. Mais tarde, incentivada pela irmã, ela procurou a polícia. O Ministério Público também apontou episódios de perseguição, com mensagens insistentes, monitoramento da rotina da vítima e presença frequente em locais onde ela estava.