A vida das vítimas do Césio-137 teve uma reviravolta após a repercusão da minissérie Emergência Radioativa, que lidera o ranking global de séries em língua não-inglusa na Netflix. O governo de Goiás sansionou o reajuste das pensões concedidas aos afetados pelo material radioativo.
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Em 1987, Goiânia viveu um dos maiores acidentes radioativos da história, deixando quatro pessoas mortas: Leide das Neves Ferreira, Maria Gabriela Ferreira, Israel Batista dos Santos e Admilson Alves de Souza. O acidente aconteceu após os catadores Wagner Mota Pereira e Roberto Santos Alves recolherem um aparelho de radioterapia abandonado nas ruínas do Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), no Setor Central.
Com o reajuste sancionado por Ronaldo Caiado antes de sua renúncia no dia 31 de março de 2026, as pensões dos radiolesionados pelo contato direto com o Césio-137, e daqueles que receberam irradiação superior a 100 RAD, passam de R$ 1.908 para R$ 3.242. Já os demais afetados terão o benefício reajustado de R$ 954 para RS 1.621. A medida entra em vigor a partir deste mês.
Segundo o governo, 603 pessoas têm direito ao pagamento atualmente. O reajuste era uma reivindicação de anos das vítimas do Césio, que estavam desde 2018 sem atualização no valor do benefício. Em julho de 2023, o governo de Goiás vetou um projeto de lei que reajustava as pensões, citando falta de estudo de impacto financeiro nas contas do estado.
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Tragédia do Césio-137 vira minissérie com foco em “heróis anônimos”
Sobre o que é a série Emergência Radioativa da Netflix
Em setembro de 1987, Devair Ferreira, dono de um ferro-velho em Goiânia, comprou de dois catadores uma cápsula de chumbo encontrada nas ruínas de uma antiga clínica. No apagar das luzes, notou que o material emitia um brilho azulado, vindo de um pó fino em seu interior.
Encantado com a descoberta, e sem noção sobre o perigo que aquilo representava, levou o material para casa, mostrou para toda a família e deu um punhado dele de lembrança para amigos e parentes. Mas o pozinho brilhante não tinha nada de mágico: era césio-137, substância altamente radioativa que alimentava uma máquina de radioterapia abandonada sem nenhum cuidado numa clínica desativada.
Com a exposição, as pessoas começaram a adoecer rapidamente, e sem explicação aparente, dando início ao maior acidente radioativo da história do Brasil, retratado em detalhes na minissérie Emergência Radioativa.
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*Sob supervisão de Pablo Brito
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