Afinal, o correto é “beneficente” ou “beneficiente” quando queremos falar sobre ações, como eventos, jantares, bazares ou instituições, que visam ajudar o próximo e promover o bem-estar coletivo?

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A norma culta do idioma adota exclusivamente a palavra beneficente, sem a inserção da vogal “i” na terceira sílaba. A palavra alternativa, grafada com “i”, é considerada um vício de linguagem e inexiste no vocabulário oficial da língua.

Do ponto de vista da morfologia, o vocábulo funciona como um adjetivo uniforme. Isso significa que sua estrutura permanece invariável independentemente do gênero do substantivo a que acompanha.

Portanto, é utilizado a mesma terminação tanto para “um baile beneficente” quanto para “uma ação beneficente”. Sua raiz etimológica provém diretamente do latim, mantendo as características originais de escrita. Se o objetivo for expressar o cenário oposto, o antônimo adequado a ser empregado é “maleficente”.

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Por que erram beneficente?

O erro acontece normalmente pela associação automática que o cérebro faz com o substantivo benefício. Como essa palavra, que designa uma vantagem, proveito ou favor gratuito, carrega a vogal “i”, a tendência natural de muitas pessoas é replicar o som e a grafia no adjetivo correspondente.

Para não errar, você pode usar o método simples de memorização e em vez de ligar o termo a “benefício”, conectá-lo ao adjetivo benéfico. Uma vez que aquilo que é benéfico faz o bem e não possui a letra “i” em sua estrutura.

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