ANÁLISE: Pesquisa Quaest indica mar de boas notícias a Jorginho, mas mantém “aviso aos navegantes” em reta final 

Governador mantém margem capaz de permitir vitória no 1º turno e vê candidatos ao Senado da chapa vivos na briga, mas número de indecisos indica ponto de atenção

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Jorginho Mello é governador de SC e busca a reeleição com apoio de Flávio Bolsonaro (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)

Jorginho Mello é governador de SC e busca a reeleição com apoio de Flávio Bolsonaro (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)

Os números da segunda pesquisa Quaest contratada pela NSC para avaliar o cenário eleitoral em Santa Catarina trouxeram um mar de boas notícias ao governador Jorginho Mello (PL). 

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A 10 dias das Eleições 2026, o candidato à reeleição ganhou 10 pontos na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos concorrentes. Também ampliou a vantagem sobre o adversário João Rodrigues (PSD) na estimulada, passando de uma diferença de 50% a 17% para 54% a 13%. Uma distância que, se mantida na reta final da campanha, seria suficiente para uma vitória em primeiro turno em 4 de outubro.  

Há outros números a serem celebrados na raia do PL. Jorginho manteve a preferência da maioria dos eleitores bolsonaristas, da direita não bolsonarista e belisca até votos da chamada esquerda não lulista, onde passou de 6% para 23% entre as pesquisas de agosto e setembro. 

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Na disputada eleição ao Senado, em que a pesquisa mostrou um triplo empate técnico na liderança e o resultado final segue como incógnita, Jorginho ao menos teve o alívio de ver a aliada Carol de Toni subindo de 12% para 17% desde a pesquisa de agosto, passando à frente numericamente. Carlos Bolsonaro, que mudou a rota do PL no Estado ao decidir correr por SC, manteve o patamar de 16% na combinação dos votos. 

Os números surgem dias após uma visita do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) a duas cidades importantes do Estado, Joinville e Chapecó. Ocorrem também após quase um mês de campanha eleitoral no rádio e na TV, espaço em que adversários exploraram críticas ao governo Jorginho e repetiram vídeos e falas polêmicas do governador. A estratégia busca alcançar um desgaste até habitual na campanha de incumbentes, mas que, sugerem os números, ainda não “colou” no atual governador de SC. 

Caso a campanha do candidato à reeleição consiga sustentar os números na semana antes do 1º turno, que será marcada pelos últimos debates e por nova pesquisa, não faltarão teses a eleger o governador como um dos grandes vencedores da eleição. A aposta de direcionar a campanha para entregas do governo e a articulação feita pelo chefe do Executivo obtendo apoio de prefeitos pelo Estado – nesta semana, a campanha do governador já anunciou apoio de dois prefeitos do PSD, partido do rival João Rodrigues – são alguns dos trunfos a serem creditados na conta do governador em caso de sucesso nas urnas.

O eventual papel no desempenho de filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro também pode garantir louros ao governador nas fileiras mais fiéis a Jair Messias. 

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Veja resultados da pesquisa Quaest

Os sinais de alerta a Jorginho 

Mas Jorginho Mello não deverá navegar em velocidade de cruzeiro na semana final antes do 1º turno. Recortes da pesquisa e do histórico de campanhas passadas podem servir como sinal de alerta e “avisos aos navegantes” para manter a tripulação do governador mobilizada até a ida ás urnas. 

O fato de ter registrado 26% de rejeição, mesmo patamar do candidato que representa a chapa da esquerda, e o grande contingente de eleitores que deixam para tomar a decisão do voto nos últimos dias são pontos de atenção. Na disputa ao governo, são 15% de indecisos e mais 5% que não pretendem votar ou desejam anular o voto. 

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Outro mistério é se o PL conseguirá repetir o feito de eleger as maiores bancadas da Câmara e da Assembleia Legislativa de SC (Alesc), com o desempenho de nomes como Ana Campagnolo e Jair Renan Bolsonaro (PL). A eleição proporcional deve servir também para mensurar qual é o peso de Jorginho e qual é o peso do bolsonarismo em eventuais novas vitórias do grupo da direita em SC. 

Na disputa acirrada ao Senado, o fato de haver 22% dos eleitores ainda indecisos pode ser determinante em uma eleição que já terminou decidida voto a voto. Para não ver seus aliados provarem do próprio veneno, já que Jorginho derrotou Lucas Esmeraldino (ex-PSL) por apenas 18 mil votos na corrida ao Senado em 2018, o agora governador vai precisar emprestar os números favoráveis aos aliados do Senado, sem descuidar da campanha para o governo.

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Afinal, em caso de insucesso dele ou em alguma das frentes do PL, não faltarão igualmente teses a apontar manobras ou descuidos do governador que possam ter feito naufragar o projeto de algum personagem importante de seu grupo político.