O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava na rua de casa quando foi abordado por agentes da Polícia Federal para cumprir a prisão domiciliar determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nesta segunda-feira (4). Ele precisou entregar seu celular aos policiais e foi informado sobre as decisões do ministro, assinando um termo de conhecimento em seguida. As informações da O Globo.
O motivo da prisão foi o descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente por Moraes, que incluíam o uso de tornozeleira eletrônica e a obrigatoriedade de ficar em casa das 19h às 6h e nos fins de semana. Com isso, Bolsonaro estaria voltando do prédio da sede do PL, quando foi abordado ao chegar em casa.
A ação durou cerca de 20 minutos. Para Moraes, Bolsonaro teve uma “conduta ilícita dissimulada”, de acordo com o ministro, por preparar material fabricado para ser divulgado durante as manifestações que ocorreram pelo país neste domingo (3) e nas redes sociais.
Uma postagem nas redes sociais feita pelo filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro, em que Bolsonaro aparece fazendo uma ligação para Flávio durante o ato no Rio de Janeiro, com uma mensagem para os apoiadores:
“Boa tarde, Copacabana. Boa tarde, meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos”, disse Jair Bolsonaro.
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“A Justiça é cega, mas não é tola”
Na decisão, Moraes afirmou que “a Justiça é cega, mas não é tola”. Dessa forma, ele “não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico”.
“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro”, escreveu Moraes.
Prisão domiciliar
A prisão domiciliar inclui o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de visitas — com exceção de familiares e advogados — e o recolhimento de todos os celulares disponíveis no endereço residencial.
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