Brasil não vai sair da mesa de negociação com os EUA para reverter tarifaço, diz Haddad

Área econômica já trabalha em um plano de contingência para ajudar os setores afetados pelo eventual tarifaço, segundo ministro

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Governo deve deixar de arrecadas R$ 20 bilhões com a derrubada do aumento no tributo (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

Haddad declarou que está trabalhando em possibilidades, mas que elas ainda não foram apresentadas ao presidente (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (21) que o governo não vai deixar a mesa de negociação com os Estados Unidos sobre o tarifaço anunciado pelo presidente do país, Donald Trump. As declarações do ministro foram dadas em entrevista à rádio CBN. Haddad disse que a área econômica já trabalha em um plano de contingência para ajudar os setores afetados pelo eventual tarifaço. As informações são do g1.

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— Vamos continuar lutando para ter a melhor relação possível com o maior mercado consumidor do mundo, vamos lutar por isso. Mas não vamos deixar ao desalento os trabalhadores brasileiros, vamos tomar medidas necessárias — declarou Haddad.

Segundo o ministro, um grupo trabalha em opções de ajuda aos setores afetados pelo possível aumento do imposto de importação dos EUA, mas as possibilidades ainda não foram apresentadas ao presidente Lula (PT).

— Em uma situação como essa, a Fazenda se prepara para todos cenários. Temos plano de contingência para qualquer decisão que venha ser tomada pelo Presidente da República [Lula] — acrescentou.

Haddad declarou, ainda, que esse plano de contingência não necessariamente vai implicar novos gastos públicos. Ele usou a ajuda ao Rio Grande do Sul como exemplo, onde foram usados outros instrumentos além do aumento de despesas, como linhas de crédito.

De acordo com o ministro, mais da metade das exportações atuais aos EUA podem ser direcionadas para outros países, mas “isso leva um tempo” pois há contratos assinados com as empresas norte-americanas.

— E tem coisas que não tem outro destino possível, pois foi uma demanda de lá. Temos consciência de setor a setor, e estamos trabalhando a nível de empresas. Vamos atuar para minimizar ao máximo essa situação que estamos tendo — disse o ministro Haddad.

Consequências do tarifaço

Segundo Haddad, a implementação do tarifaço pelo governo dos EUA resultará em consequências não somente para as empresas brasileiras, mas também para as companhias e para os cidadãos norte-americanos.

Ele diz que o café da manhã pode ficar mais caro nos EUA, por conta da sobretaxa de 50% ao café, suco de laranja e carnes brasileiras. Do mesmo modo, a indústria aeronáutica americana também pode ser prejudicada.

— A Embraer, por exemplo, compra 45% dos componentes dos aviões dos Estados Unidos. Eles [empresas norte-americanas] precisam exportar para cá e também — declarou Haddad.

*Sob supervisão de Luana Amorim

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