Daniella Marques, a coordenadora econômica do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) defendeu, nesta segunda-feira (19), que a Inteligência Artificial (IA) seja usada para substituir gradualmente servidores que estão próximos de se aposentar, ao invés de abrir novos concursos para preencher vagas.
A proposta foi apresentada durante uma entrevista ao podcast G4, no fim de setembro, e na segunda-feira (19), em participação na Jovem Pan, ela voltou a esclarecer a declaração após ter sido criticada por internautas nas redes.
Veja o que coordenadora de campanha de Flávio Bolsonaro falou sobre uso de IA
Na entrevista ao podcast G4, a economista questionou se o governo deveria continuar realizando concursos para ocupar cargos vagos após a aposentadoria de funcionários ou se poderia transferir parte dessas atribuições para sistemas de inteligência artificial.
“E aí substitui e faz outro concurso pra gente pagar? Ou dá pra ir substituindo por inteligência artificial no tempo?”, questionou.
Na declaração, ela projetou que determinadas vagas deixem de ser preenchidas à medida que os servidores se aposentem. Em vez de contratar novos profissionais para todas essas funções, a administração pública poderia recorrer à tecnologia para executar parte das atividades.
Daniella, porém, não apresentou estimativas sobre o número de cargos que poderiam ser afetados, nem detalhou quais órgãos ou carreiras entrariam nesse processo. Também não explicou como seria garantida a continuidade dos serviços públicos nas áreas em que houvesse substituição de profissionais.
Daniella Marques se pronuncia após ser criticada por proposta com IA
Na segunda-feira (19), durante nova participação no programa Pânico, da Jovem Pan, Daniella reclamou da repercussão de suas falas e afirmou que suas declarações estavam sendo apresentadas de maneira distorcida.
“Eles fazem vídeo me ridicularizando de que todas as carreiras, os servidores serão substituídos por inteligência artificial”, afirmou.
A economista também relacionou o funcionamento da administração pública aos custos do Estado e à remuneração dos servidores. Segundo ela, uma estrutura mais eficiente poderia abrir espaço para melhorar os salários de determinadas carreiras.
“Quando é um inchaço, uma ineficiência, uma coisa perdulária, fica todo mundo ganhando mal. O imposto cada vez mais alto, vai subindo imposto para pagar a conta”, declarou.
Discussão sobre substituição de servidores por IA
A proposta apresentada pela coordenadora de Flávio Bolsonaro já havia sido discutida anteriormente. Em agosto, durante o 25º Fórum Empresarial do Grupo Lide, a economista voltou a defender a revisão de funções administrativas e operacionais diante do avanço da inteligência artificial.
A proposta foi relacionada à possibilidade de tornar a estrutura estatal menor. Já no podcast G4, no fim de setembro, a coordenadora reafirmou a ideia de substituir os servidores públicos pela IA



