O candidato flagrado pela Polícia Federal com R$ 500 mil em dinheiro vivo na saída de um banco em Florianópolis foi o atual deputado estadual Marcos Vieira (PSDB). A informação foi confirmada, em nota, pela própria assessoria do parlamentar.
A Polícia Federal informou que a quantia havia sido previamente provisionada para saque e acabou apreendida durante a operação, feita nesta terça-feira (22).
Procurada pela reportagem do NSC Total, a assessoria do deputado Marcos Vieira confirmou que ele foi o candidato flagrado com a quantia. “Ele está em campanha pelo interior do Estado e também aguarda mais informações da Polícia [Federal]”, informou a assessoria. Não foi informada até o momento a motivação do saque de valores feito pelo parlamentar.
Marcos Vieira é vice-presidente nacional do PSDB e está no quinto mandato como deputado estadual na Assembleia Legislativa. Ele também é presidente da Comissão de Finanças.
Veja fotos da apreensão
Segundo a PF, ainda serão investigadas as circunstâncias relacionadas à procedência e à finalidade do dinheiro. A apuração também deverá verificar se houve irregularidade relacionada às regras eleitorais. Até o momento não há conclusão sobre a ocorrência de crime nem sobre eventual responsabilidade das pessoas envolvidas.
A PF informou ainda que foi solicitada a autorização da Justiça Eleitoral para instaurar um inquérito contra o deputado. Segundo a corporação, a autorização é necessária por se tratar de um candidato às eleições.
O que diz o deputado
Após a assessoria do deputado confirmar o dinheiro apreendido, o gabinete do parlamentar se manifestou na tarde desta quarta-feira:
O gabinete do deputado Marcos Vieira informa que o Tribunal Regional Eleitoral considerou irregular a abordagem e a apreensão realizadas pela Polícia Federal, por terem ocorrido sem investigação prévia instaurada, sem ordem judicial, sem flagrante e sem indícios concretos que justificassem a medida.
o TRE/SC também reconheceu que os recursos foram sacados pelo próprio deputado de sua conta bancária e que a movimentação é compatível com o patrimônio informado em seu Imposto de Renda.
O NSC Total questionou o TRE, que não confirmou oficialmente as informações do deputado em nome do tribunal em razão do segredo de Justiça. Procurado, o Ministério Público Eleitoral também não se manifestou.




