Representante de movimento é levada à delegacia após polícia ir a casarão ocupado em Joinville

Imóvel pertence a União e chegou a funcionar como residência funcional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)

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Casarão Glória

Casarão ocupado em Joinville (Foto: NSC TV, Reprodução)

Um casarão no bairro Glória ocupado por militantes do movimento Olga Benário, movimento nacional em defesa das mulheres, tem gerado repercussão em Joinville. Nesta terça-feira (4), a Polícia Militar e a Guarda Municipal estiveram no local e uma das representantes foi levada à delegacia. O objetivo, segundo o movimento, é transformar o espaço, que estava abandonado, em um local de acolhimento para vítimas de violência doméstica.

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O movimento “batizou” o local, na Rua Aquidaban, número 790, como Casa da Mulher Operária Elvira Boni. Segundo a PM, a guarnição foi até o endereço para prestar apoio a guarda por conta de uma ocorrência de suspeita de furto de energia no imóvel. A Celesc confirmou a existência da ligação clandestina. A advogada do movimento chegou a ser conduzida à delegacia, mas foi liberada ainda na tarde desta terça-feira.

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, quando a polícia chegou, a ligação já havia sido cortada no dia anterior e o furto não estava mais acontecendo, por isso não houve flagrante e ela foi liberada.

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O grupo entrou na casa no último sábado, dia 1º. Conforme o movimento, cerca de 40 mulheres estão no local se revezando na manutenção do espaço. A edificação pertence à União, que informou já ter conhecimento da ocupação e articula diálogo com o movimento “buscando uma solução pacífica para a questão, sempre orientada pelo interesse público”, afirmou em nota.

Veja fotos do casarão:

O imóvel, que era utilizado como residência funcional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), foi incorporado novamente ao patrimônio da União em 2024.

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) afirmou que já vem promovendo tratativas para conferir destinação ao imóvel, tendo realizado consultas a órgãos e entidades públicas. Recentemente, recebeu um requerimento formal de entidade da sociedade civil interessada em utilizá-lo para o desenvolvimento de atividades voltadas ao atendimento e à proteção de mulheres em situação de violência. O pedido está em análise.

Prefeitura de Joinville envia solicitação para SPU

A prefeitura de Joinville enviou para a SPU um ofício solicitando providências em relação a ocupação. O documento, assinado pela prefeita Rejane Gambin (Novo), afirma que o imóvel já vinha sendo objeto de fiscalização por parte do Município de Joinville. A prefeitura ainda ainda afirma que chegou a notificar e autuar a União por conta da segurança e manutenção do casarão.

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“A ocupação não autorizada de um bem da União, além de configurar afronta à legislação vigente
e à posse do patrimônio público, gera preocupação quanto à segurança do entorno, à integridade da estrutura
do imóvel e ao sossego da comunidade local”, escreveu a Prefeitura.