Aos 91 anos, a catarinense Marlene Soccas (UP) é a candidata mulher mais velha das Eleições 2026 no Brasil, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Natural de Laguna e moradora de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, a cirurgiã dentista disputa uma vaga no Senado.
Marlene nasceu em 25 de setembro de 1934 e completará 92 anos poucos dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Ela é 66 dias mais velha do que a segunda candidata mais velha do país, Luiza Erundina (PSOL), candidata a deputada estadual em São Paulo, que nasceu em 30 de novembro de 1934.
Na lista geral, considerando homens e mulheres, Marlene é a terceira candidata mais velha. À frente dela estão Almir Rangel de Carvalho (Avante), candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro, nascido em 14 de fevereiro de 1934, e Jorge Coutinho (DC), também candidato a deputado estadual no Rio, nascido em 6 de setembro daquele ano.
Caso seja eleita senadora, Marlene terá 100 anos ao fim do mandato de oito anos, em 2035.
Quem são os candidatos mais velhos do Brasil
- Almir Rangel de Carvalho (Avante), candidato a deputado estadual no RJ: 14/02/1934
- Jorge Coutinho (DC), candidato a deputado estadual no RJ: 06/09/1934
- Marlene Soccas (UP), candidata a senadora em SC: 25/09/1934
- Luiza Erundina (PSOL), candidata a deputada estadual em SP: 30/11/1934
- Venicio Rocha (Mobiliza), candidato a deputado federal em MG: 01/10/1937
- Edvaldo Pereira de Brito (PSD), cadndidato a 1º suplente de senador na BA: 03/10/1937
- Natanry Ludovico Lacerda Osorio (PSDB), candidata a deputada distrital no DF: 17/12/1938
- Hercules Silveira (PP), candidato a deputado estadual no ES: 31/05/1939
- Francisco de Sá (Avante), candidato a deputado federal no MS: 02/01/1940
- José Lavelli de Lima (PSD), candidato a deputado estadual em SP: 15/01/1940
Quem é Marlene Soccas
Marlene é formada em Odontologia pela antiga Faculdade de Farmácia e Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 1955, e tem uma trajetória ligada à atuação política e à defesa dos direitos humanos. Durante a ditadura militar, foi presa em 1970, em São Paulo, por participar da resistência ao regime. Segundo a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Marlene foi torturada e ficou presa por dois anos e dois meses.
Após ser libertada, passou a morar em Criciúma e seguiu atuando em movimentos políticos e de defesa dos direitos humanos. Marlene também participou da fundação do PT, em 1980, mas deixou a sigla em 1982. Em 1985, filiou-se ao PCB, pelo qual concorreu ao governo de SC em 2014. Em 2021, filiou-se à Unidade Popular (UP).













