Cleitinho volta atrás e tenta ser candidato ao governo de Minas, mas esbarra em decisão do partido

Senador havia afirmando na segunda-feira que não iria concorrer, mas tentou "segunda chance", mas ouviu recusa do presidente nacional do Republicanos

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Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) foi a convenção nacional do partido para pedir candidatura ao governo de MG (Foto: Instagram Cleitinho, Reprodução)

O vaivém que envolve a possível candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) ao governo de Minas Gerais nas Eleições 2026 teve mais um episódio nesta terça-feira (4). A data marca a véspera do prazo final para convenção dos partidos.

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Na segunda-feira (3), Cleitinho apareceu em um vídeo ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, confirmando que não seria candidato ao governo. O dirigente partidário afirmou que a decisão foi pessoal de Cleitinho e se deve ao momento difícil pela qual passa o senador, que no mês passado perdeu o irmão, vítima de complicações de leucemia.

No vídeo, ele apareceu chorando e pedindo perdão.

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“Queria pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família. Tenho que ser honesto com vocês e falar a verdade”, afirmou.

Cleitinho volta atrás

Um dia depois, no entanto, Cleitinho compareceu à convenção nacional do Republicanos nesta terça-feira e pediu para ser o candidato do partido ao governo de Minas Gerais. Ele afirmou ter mudado de ideia e ter recebido apoio da mãe e da família para concorrer.

“Eu quero ser candidato a governador e eu peço humildemente ao presidente me dê essa vaga. Eu não vou decepcionar o partido. Eu não vou decepcionar o senhor, presidente”, afirmou, na convenção nacional que definiu a neutralidade do partido na disputa presidencial.

O senador era líder nas pesquisas de intenção de voto. No último levantamento da Genial/Quaest, na semana passada, aparecia com 35% das intenções de voto, contra 12% do adversário Alexandre Kalil (PDT), que tinha 12%.
O novo recuo de Cleitinho, no entanto, esbarrou na decisão do partido.

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Partido manteve decisão

O presidente nacional do Republicanos manteve a decisão de que Cleitinho não concorra e citou a instabilidade da situação do senador como motivo.

“A gente não pode submeter o povo de Minas, milhões de brasileiros mineiros, a uma situação de insegurança, a uma instabilidade como essa. Então, a decisão está tomada, o que eu disse está dito, porque é a expressão da verdade, e eu não tenho mais nada para falar sobre o assunto. Para mim, o tema é página virada”, afirmou.

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Em seguida, Marcos Pereira encerrou a convenção nacional e frisou que o encontro não ocorria para tomar decisões sobre Minas Gerais ou sobre outro estado, mas sim sobre o cenário nacional.

A desistência de Cleitinho deixa incerto o cenário eleitoral em Minas Gerais, já que tanto PL quanto Republicanos precisarão definir os rumos sem a candidatura do senador, que tinha encaminhado uma possível aliança entre as duas legendas.