Após a vitória de Lula (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial nas Eleições 2026, a esquerda precisará olhar para novos nomes para o próximo pleito. O presidente foi reeleito para um segundo mandato consecutivo e, portanto, não poderá concorrer novamente.
Ele foi o primeiro presidente a ser eleito quatro vezes pelo voto direto. Durante a campanha, Lula, prestes a completar 81 anos, admitiu que essa seria sua última disputa eleitoral.
“Essa é a minha última campanha para presidente da República, última campanha. E esse mandato quero que seja histórico”, afirmou Lula em ato no Maranhão.
Lula se mantém como grande nome da esquerda no Brasil no século até então. Ele foi eleito presidente consecutivamente, em 2002 e 2006. Em 2010, apoiou como sucessora Dilma Rousseff (PT), que conseguiu vencer o pleito e foi reeleita em 2014. Em 2022, Lula voltou à Presidência, sendo reeleito em 2026.
Em agosto deste ano, Lula disse que existe “muita gente boa” para assumir a liderança de seu grupo político a partir de 2030, citando seis aliados como pessoas com potencial.
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Veja possíveis nomes da esquerda para o pós-Lula
Guilherme Boulos
Deputado federal eleito por São Paulo em 2022, ganhou projeção nacional nas disputas pela Prefeitura de São Paulo e passou a integrar o governo Lula, como ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.
A proximidade com movimentos populares e a presença nas redes sociais são trunfos para ampliar sua influência política nos próximos anos.
Fernando Haddad
Fernando Haddad é um dos nomes mais próximos de Lula e uma das principais apostas do PT para a continuidade do projeto político do presidente. Ex-ministro da Fazenda, da Educação e ex-prefeito de São Paulo, já disputou a Presidência da República em 2018. Na ocasião, foi derrotado por Jair Bolsonaro.
Camilo Santana
Construiu sua trajetória política no Ceará, onde governou o estado por dois mandatos. Também comandou o Ministério da Educação no terceiro governo Lula e tem experiência na articulação política do partido no Nordeste.
João Campos
Filho do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, ganhou projeção nacional à frente da Prefeitura do Recife. Filiado ao PSB, foi derrotado nas eleições ao governo de Pernambuco, perdendo para Raquel Lyra.
Rafael Fonteles
Rafael Fonteles é um dos nomes mais jovens do PT entre os governadores e tem proximidade com Lula. À frente do governo do Piauí, construiu sua trajetória política no Nordeste e é visto como um quadro que pode ganhar espaço nacional.
Simone Tebet
Disputou a Presidência da República em 2022 e, posteriormente, passou a integrar o governo Lula como ministra do Planejamento e Orçamento. Com trajetória ligada ao centro político, tornou-se uma aliada importante do presidente e pode representar uma alternativa para ampliar o diálogo da esquerda com eleitores moderados.
Rui Costa
Rui Costa é outro nome do PT com experiência administrativa e influência política no Nordeste. Ex-governador da Bahia por dois mandatos, comandou a Casa Civil no terceiro governo Lula e participou de decisões estratégicas da gestão federal.
Erika Hilton
Erika Hilton é uma das principais vozes da esquerda na defesa dos direitos das mulheres e da população LGBTQIA+. É deputada federal por São Paulo. Mesmo não sendo elencada por Lula entre os nomes futuros, ganhou visibilidade nacional com a atuação em defesa do fim da escala 6×1.





