Quatro candidatos ao governo de Santa Catarina nas Eleições 2026 se encontraram na noite desta terça-feira (29) no debate promovido pela NSC TV. Durante o encontro, os postulantes apresentaram propostas e debateram temas como infraestrutura, violência contra a mulher, economia, fim das bets e relação com a presidência da República.
Foram convidados para o debate da NSC candidatos ao governo de SC de partidos, federações ou coligações com representação mínima no Congresso Nacional, conforme prevê a legislação eleitoral. Os candidatos que participam do debate foram:
- Gelson Merisio (PSB)
- João Rodrigues (PSD)
- Jorginho Mello (PL)
- Ralf Zimmer (PRD)
O debate, mediado pelo apresentador do NSC Notícias, Fabian Londero, teve um total de quatro blocos com perguntas de temas livres e determinados. O programa na íntegra pode ser acessado no portal g1 Santa Catarina (neste link).
João Rodrigues e Jorginho Mello trocam acusações
No primeiro bloco, João Rodrigues questionou a campanha exibida por Jorginho Mello, durante o fim de semana, que citava a prisão do pessedista, em 2018, por suspeitas de fraude e dispensa de licitação quando atuava como prefeito interino de Pinhalzinho. Em 2020, ele foi absolvido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“O mal causado à minha casa não é falar da minha esposa, é resgatar algo do passado que foi muito difícil para todos nós, com o intuito de confundir a opinião pública. (…) Líder que é líder bate no peito e assume a responsabilidade”, disse Joao Rodrigues.
Jorginho respondeu:
Eu acho que quem devia prestar mais um pouquinho de atenção é o senhor com sua família, respeitar um poquinho mais eles. Porque em 2015, em 27 de maio, o senhor foi pego pela mídia nacional vendo vídeo de pornografia na hora do trabalho na Câmara de Deputados.
Merisio questiona Jorginho sobre provas do cão Orelha
No terceiro bloco, Merisio questionou Jorginho Mello sobre a morte do cão Orelha, em Florianópolis, no início deste ano. O candidato questionou uma publicação do governador nas redes sociais, na época do caso, dizendo que as provas no processo eram de “embrulhar o estômago”. Merisio questionou que evidências eram essas, já que o caso acabou arquivado por falta de provas.
“Tomando café de manhã e vendo jornais, vi fotografias e imagens do acontecido. Isso foi minha expressão espontânea. Me revirou o estômago, tava tomando café. Falei para o delegado-geral [da Polícia Civil]: “apura com todo o critério”. (…) Foi um episódio ruim que aconteceu em Santa Catarina, mas a polícia atuou como deveria atuar, e o Ministério Público atuou, e o MP tem independencia: tocar pra frente ou pedir o arquivamente. E a segunda opção é que ele fez”, disse Jorginho.
Merisio questionou a explicação do governador:
O senhor não estava tomando café e lendo jornal. O senhor fez uma publicaçaão no Twitter literalmente dizendo: ‘as provas estão no processo e me embrulharam o estômago’. E no fim eu acho até que o cão Orelha se suicidou, porque tem a versão da polícia, depois o MP arquivou, o senhor citou provas que desapareceram, não existiam. Seria muito mais claro [dizer]: ‘cometi um erro, fui indizido a um erro e estou revendo aqui’.
João Rodrigues questiona patrimônio de Jorginho
Ainda no terceiro bloco, João Rodrigues questionou o patrimônio de Jorginho Mello. A fala ocorreu após o ex-prefeito de Chapecó ser questionado por Ralf Zimmer (PRD) sobre dinheiro da prefeitura em rádios que pertencem às filhas de João Rodrigues.
Minhas filhas têm três emissoras de rádio que eu doei pra elas. Em cinco anos de prefeito, mídia técnica de R$ 33 mil. A pergunta que eu quero fazer ao governador, depois pode pedir direito de resposta: de onde vem todo o dinheiro de seu filho que comprou duas mansão, um apartamento na Beira-Mar pagando R$ 11 milhões. O seu filho era secretário de estado até 2010. De lá pra cá, não sei qual é a atividade dele. Mas esse dinheiro vem daonde?
João também aproveitou para rebater a acusação de Jorginho Mello feita no primeiro bloco.
“O que ele trouxe agora? Uma grave agressão à minha família lembrando o caso de 2018. Eu só perguntei: ‘por que me atacas?’. Ele me atacou de novo por causa de um WhatsApp. Atacado fui, pergunto: de onde vem todo esse dinheiro que vocês têm? De onde vem esse patrimônio milionário?”, disse.
Jorginho Mello fez um pedido de direito de resposta, mas o pedido foi negado após análise do corpo jurídico da NSC.
Veja imagens dos bastidores do debate
Veja o balanço de cada candidato sobre o debate
Gelson Merisio (PSB)
Foi um debate produtivo, nós pudemos aprofundar os temas, confrontar o mundo da realidade por IA do governador Jorginho Mello, com muita propaganda paga e pouca entrega. Nós temos uma condição econômica do Estado que permite fazer muito mais do que está sendo feito. É isso que nós queremos que o catarinense avalia agora, no dia 4, e se entender que o projeto pode mudar de rumo, vamos estar com muito prazer, no segundo turno, defendendo o presidente Lula, que esta é a nossa missão, defendendo o diálogo com Santa Catarina e reencontrando Santa Catarina com o Brasil, coisa que nós não fazemos há oito anos.
João Rodrigues (PSD)
Foi bom a gente confrontar todas as informações. Eu questionei apenas do ataque que eu sofri e fui atacado novamente. E deixei uma pergunta no ar que Santa Catarina precisa saber. E o próprio governador tentou dizer que era mentira e depois não teve direito de resposta. Essa fortuna, o Estado precisa saber. Afinal de contas, trata-se de homem público, assim como eu também tenho que explicar tudo que me questionam, homem público é homem público. Mas foi muito importante esse debate. E aproveito a oportunidade para pedir um voto do povo catarinense. Nos deu o segundo turno, 55, João Rodrigues, governador.
Jorginho Mello (PL)
Eu pude falar um pouquinho do governo que nós estamos fazendo. É por isso que eu quero mais quatro anos pra transformar a Santa Catarina. Esse estado maravilhoso, esse estado que tem tanta coisa boa, eu tenho muito orgulho de ser governador desse estado, que é um estado vencedor, é um estado que está preparado, um estado que agora está recuperado as suas finanças, a sua saúde, a educação, e eu quero preparar ele pros próximos 30 anos. É por isso que eu quero mais quatro anos pra transformar a Santa Catarina.
Ralf Zimmer (PRD)
O debate foi muito propositivo, evidentemente tiveram confrontos, até certos ataques entre os candidatos, mas faz parte dda democracia, a gente está aqui para esclarecer para a população quem é quem, o que pensa, quais são os projetos, o histórico. Então foi uma noite maravilhosa, o grupo NSC está de parabéns por ter promovido esse debate. E ficou muito claro que Santa Catarina tem, ao menos, o melhor senador na minha chapa, que é o 250 Jefferson Rocha. E para governador eu não vou pedir o voto, porque elogio em boca própria, é vitupério. Mas voto 25, se tiver na dúvida.














