A ferramenta Zap Delas foi lançada pelo Senado Federal nesta quarta-feira (22). A iniciativa, comandada pela senadora Augusta Brito (PT-CE) tem como objetivo combater a violência política de gênero e oferecer acolhimento, orientação jurídica e encaminhamento às vítimas.
Por meio do WhatsApp — (61) 98309-0025 — será possível encaminhar denúncias e relatos de violência de gênero. O contato servirá para oferecer auxílio às vítimas, ampliando o acesso das mulheres, especialmente candidatas, eleitas, assessoras e lideranças políticas.
— Queremos garantir que nenhuma mulher desista da política por medo ou por se sentir sozinha. O Zap Delas é um canal direto de escuta, acolhimento e ação. É o Senado se colocando ao lado das mulheres brasileiras — declarou a senadora.
O fluxo de atendimento vai integrar a procuradoria à Delegacia do Senado e à Ouvidoria do Senado, além de articular com as procuradorias da mulher estaduais e municipais. De acordo com Augusta, o Zap Delas é inspirado em uma experiência semelhante da Assembleia Legislativa do Ceará.
A procuradoria tem a missão de receber, examinar e encaminhar denúncias de violência e discriminação contra a mulher, bem como zelar pela defesa dos seus direitos. Para a senadora, o órgão tem desenvolvido projetos que fortalecem a democracia e ampliam a proteção institucional às mulheres, especialmente em situações de violência política de gênero.
Aumento dos casos de violência política contra mulheres
Entre 2020 e 2024, de acordo com dados do Observatório Nacional da Mulher na Política, o número de casos de violência política contra mulheres mais do que dobrou. O Disque 100 registrou 394 denúncias de violência política de gênero em 2024. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revelou que mais de 60% das prefeitas e vice-prefeitas já sofreram algum tipo de agressão política durante a campanha ou durante o mandato.
Procuradoria Especial da Mulher
A iniciativa integra um conjunto de ações da Procuradoria Especial da Mulher voltadas à promoção da igualdade de gênero e à proteção das mulheres em espaços de poder e decisão.
*Sob supervisão de Raquel Vieira
