Condolências, críticas a ausentes do PL e bets: os bastidores do debate de candidatos ao Senado na NSC TV

Candidatos ao Senado por SC nas Eleições 2026 discutiram propostas em debate da NSC TV na noite desta sexta-feira (25)

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Candidatos ao Senado por SC participaram do debate da NSC TV, na noite desta sexta

Candidatos ao Senado por SC participaram do debate da NSC TV, na noite desta sexta (Foto: Patrick Rodrigues, NSC TV)

O debate de candidatos ao Senado por Santa Catarina nas Eleições 2026 teve abraços de condolências entre candidatos, críticas aos nomes do PL, que não compareceram, e discussão sobre a Medida Provisória anunciada pelo governo federal horas antes do debate, determinando o fim das bets.

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O candidato Lunelli (MDB) soube momentos antes do debate da morte do marqueteiro de sua campanha, o publicitário Elias Raasch. Antes do início do debate, ele recebeu cumprimentos de condolências do candidato Esperidião Amin (PP), companheiro de chapa. Amin também citou o episódio na primeira manifestação no debate, valorizando a presença do emedebista no debate, criticando indiretamente a ausência dos nomes do PL. Lunelli também abriu sua participação prestando homenagem ao colega de equipe.

A presença no debate foi um assunto também nos bastidores que antecederam a atração. O candidato Afrânio Boppré (PSOL) comentou a troca de ataques políticos feita ao longo da tarde entre os adversários Amin e Carlos Bolsonaro (PL). Após brincar que neste caso “torce pela briga”, ele leu uma resposta dada em entrevista em que enumerou todos os pontos que segundo ele pesam contra o ex-vereador carioca que concorre ao Senado por SC.

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Veja fotos do debate com candidatos ao Senado em SC

Carlos Bolsonaro também era assunto na preparação do candidato Jeferson Rocha (PRD). O concorrente contou que prefere anotar à mão as informações que leva como material de apoio sobre os temas do debate e brincou que estava “psicografando” os últimos recados. Sorteado para fazer a primeira pergunta, em bloco de tema livre, Jeferson planejou uma pergunta sobre denúncias contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para abrir o debate, que acabou sendo direcionada a Amin.

“Ausência” inesperada e MP das Bets

Como ocorreu no debate do NSC Total, em agosto, Jeferson levou na equipe o candidato do partido a governador Ralf Zimmer (PRD). Ralf novamente brincou com os outros candidatos e chegou a brincar com uma “declaração de voto” em Amin contra Carlos Bolsonaro antes de entrarem no estúdio. Ao final do debate, o colega de chapa Jeferson Rocha também “anunciou o segundo voto” em Amin, afirmando que o senador “o conquistou”.

Após o debate começar, no entanto, Ralf se tornou mais uma “ausência” no debate. Isso porque decidiu deixar o estúdio, onde acompanhava Jeferson na condição de assessor, após ouvir um áudio no celular em volume alto.

Antes do debate, enquanto aguardava o chamado ao estúdio, Esperidião Amin aproveitava para ler em detalhes o texto da Medida Provisória (MP) anunciada horas antes pelo governo Lula para acabar com as casas de apostas on-line, as chamadas bets. O concorrente comentou o assunto com jornalistas e lembrou que a regulamentação das bets e a própria criação da Secretaria de Prêmios e Apostas ocorreram no atual governo Lula, indicando que a medida teria ocorrido por “remorso” do petista.

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Antes do debate, a MP das bets também foi assunto na sala em que Décio Lima (PT) aguardava o debate. O petista comentou com jornalistas o impacto financeiro e social das apostas e elogiou a medida. Já no estúdio, em clima de cortesia, Décio elogiou a jaqueta azul de Jeferson Rocha dizendo ter uma igual, e ouviu do candidato do PRD uma resposta humilde:

“Paguei metade do preço, porque agora está acabando o inverno”.

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Ao fim do debate, Amin e Afrânio retomaram uma discussão mais forte feita ao longo do debate sobre corrupção. Em poucos segundos, no entanto, o clima amistoso retornou. Ao cumprimentar Décio Lima, Lunelli perguntou em tom de brincadeira de onde viria o dinheiro para custear o fim da escala 6×1, ao que o petista respondeu:

“Das grandes fortunas, de algumas declarações de bens da Justiça Eleitoral”, brincou.

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O debate da NSC convidou os sete candidatos ao Senado por SC de partidos, federações ou coligações com representação mínima no Congresso Nacional, conforme prevê a legislação eleitoral. Participaram os candidatos Afrânio Boppré (PSOL), Décio Lima (PT), Esperidião Amin (PP), Jeferson Rocha (PRD) e Lunelli (MDB). A candidata Carol de Toni (PL) confirmou presença, mas informou horas antes do debate que não compareceria. Por isso, a cadeira e a placa com o nome dela permaneceram no estúdio, conforme previam as regras assinadas pelas equipes dos candidatos. O candidato Carlos Bolsonaro (PL) não aceitou o convite para o debate.