Convite, e-mail e baile hispânico: polêmicas do pedido de Bolsonaro para ir à posse de Trump

Ex-presidente tenta autorização da Justiça para deixar país e comparecer a evento do aliado político que assume o poder nos EUA

Compartilhe:
Moraes rejeita recurso para que STF analise decisão que tornou Bolsonaro inelegível

Caso se refere à chapa do ex-presidente nas eleições de 2022 (Foto: Antonio Augusto, TSE; Isac Nóbrega, PR)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aguarda a resposta de um pedido para ir à posse do aliado Donald Trump, que assume a presidência dos Estados Unidos em cerimônia na próxima segunda-feira (20). A defesa de Bolsonaro fez a solicitação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), porque o ex-presidente está com o passaporte retido pela Justiça por conta de investigações sobre uma tentativa de golpe e precisa de autorização para deixar o país.

Continua após a publicidade

Clique aqui para receber as notícias do NSC Total pelo Canal do WhatsApp

Na semana passada, após receber o pedido da defesa de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes pediu que fosse enviado um convite oficial, com detalhes como a programação do evento.

Continua após a publicidade

Nessa segunda-feira (13), a resposta dos advogados de Bolsonaro informou que o documento apresentado à Justiça já seria o convite formal para a cerimônia de posse. O material citado é um e-mail endereçado a Bolsonaro com um convite para o evento, com o remetente info@t47inaugural.com.

Segundo informações do portal g1, a defesa de Bolsonaro alegou que o e-mail foi encaminhado pelo endereço do comitê inaugural de Trump e que o domínio “t47inaugural.com” foi criado especialmente para convites e avisos do evento, o que seria uma prática em cerimônias presidenciais dos EUA. A expressão “t47” seria referente ao mandato número 47 do país.

Os advogados sustentaram que o convite é legítimo e reafirmaram o compromisso de Bolsonaro em manter as medidas cautelares impostas pelo STF. Nas redes sociais, Bolsonaro definiu a posse de Trump como “importante evento histórico”. No pedido o ex-presidente solicitou prazo de cinco dias para viajar aos Estados Unidos. A viagem ocorreria entre os dias 17 e 22 de janeiro.

Baile hispânico nos EUA

Além da cerimônia de posse, no dia 20, o ex-presidente também foi convidado para participar de um “baile de posse hispânico”, uma das partes da cerimônia de posse de Trump, destinado à comunidade hispânica dos Estados Unidos.

Continua após a publicidade

A festa ocorre no dia 18 de janeiro, sábado, dois dias antes da data da posse. Políticos, empresários e artistas devem marcar presença no evento.

Não há prazo definido para que Moraes decida sobre a ida ou não de Bolsonaro à posse de Trump nos EUA. Ele pode aceitar ou recusar a solicitação do ex-presidente, assim como pedir mais informações. A autorização também pode ocorrer de forma parcial, liberando a viagem apenas em dias específicos. Uma palavra final do ministro do STF é esperada para os próximos dias.

Continua após a publicidade

Leia também

Benedito de Lira, pai do presidente da Câmara, Arthur Lira, morre aos 82 anos em Alagoas

Como impasse em grupo de elite ampliou crise do governo com a PM

Continua após a publicidade

Guerra pelo comando da Secretaria de Turismo de SC chega a Bolsonaro