Dark Horse e relação com bets: as investigações que pesam contra Flávio Bolsonaro no STF após derrota na eleição

Ex-candidato a presidente é alvo de dois inquéritos na Suprema Corte, por suspeita de crimes como lavagem de dinheiro; senador nega envolvimento

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Ex-candidato Flávio Bolsonaro é investigado pelos casos Dark Horse, Ilha do Richarlison e ligação com Willer Tomaz - Foto: Joédson Alves, Agência Brasil, Reprodução

O senador e ex-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) deixou o país nesta terça-feira (27). Embora não haja informações oficiais, a suspeita é de que ele tenha partido para os Estados Unidos, menos de 48 horas após a derrota para Lula no 2º turno das eleições presidenciais.

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A decisão de Flávio vem um dia após ele ser notificado sobre uma decisão que o obrigou a devolver os passaportes e o impediu de sair do país. A restrição ocorre em uma das duas investigações contra Flávio Bolsonaro no STF. Uma delas diz respeito à relação e aos pedidos de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e a outra apura suposta lavagem de dinheiro em relação com o advogado Willer Tomaz.


Como perdeu a eleição presidencial e está no fim do mandato como senador, Flávio deve perder o foro privilegiado a partir de fevereiro do próximo ano. Isso pode resultar em uma discussão sobre a continuidade ou não das investigações no STF.

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O senador também é citado em outros escândalos, como a suposta prática de rachadinha na época em que foi deputado estadual no Rio de Janeiro, e uma polêmica envolvendo uma ilha e o jogador Richarlison, mas nesses casos a investigação já foi arquivada (caso da rachadinha) ou o senador não é formalmente investigado (polêmica sobre a ilha).

Confira abaixo os inquéritos existentes atualmente contra Flávio Bolsonaro no STF.

Dark Horse

Uma das investigações contra Flávio Bolsonaro é a que investiga a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.


A permanência ou não da investigação no STF vai depender de uma análise sobre a relação dos fatos investigados com o mandato de senador de Flávio, que termina em fevereiro.


A investigação sobre o Dark Horse envolve repasses do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, à produção sobre a vida de Bolsonaro. Em um dos áudios, Flávio chama Vorcaro de “irmão” e pede a transferência de recursos, que segundo a PF totalizaram R$ 130 milhões. A suspeita é de que os recursos tenham recebido outros destinos que não a utilização no filme. A investigação tem como relator no STF o ministro André Mendonça.

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Ligação com Willer Tomaz

Outra ação que tramita no STF apura se Flávio Bolsonaro cometeu crime de lavagem de dinheiro por meio de uso de uma casa de apostas, em parceria do advogado e amigo Willer Tomaz. A investigação da PF localizou e-mails que indicavam que o senador teria sido cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária de uma empresa de propriedade de Tomaz. A conta seria usada em uma operação com casas de apostas (as famosas bets) para prática de lavagem de dinheiro.


A tendência é que essa apuração também continue no STF, já que Flávio pode ter utilizado do status da condição de senador para atuar em favor de facilidades para os investigados. O relator do caso no STF é o ministro Alexandre de Moraes. Foi nesta investigação que Moraes determinou a retenção dos passaportes de Flávio Bolsonaro para evitar o possível risco de fuga dele do país.

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Caso da ilha do Richarlison

Flávio também passou a ser investigado em uma ação que apura possível envolvimento em uma negociação envolvendo advocacia administrativa e tráfico de influência na negociação de uma ilha em Angra dos Reis (RJ), que pertenceria ao jogador Richarlison. Neste caso, Flávio é citado no possível uso do peso do cargo de senador para ajudar a validar a transferência dos direitos de ocupação da ilha.


O senador nega envolvimento com as irregularidades investigadas nos dois inquéritos.

Veja fotos históricas de Flávio Bolsonaro