Decisão de Garotinho pode provocar reviravolta em eleição para Governador no RJ e eleger Ruas no 1º turno

Candidato do Republicanos desistiu de recurso contra o indeferimento de sua candidatura um dia após as eleições; entenda o que pode mudar

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Garotinho desiste de recurso e Douglas Ruas pode ser eleito no primeiro turno no RJ (Foto: Divulgação; Carlos Moura, Agência Senado)

Anthony Garotinho (Republicanos) desistiu do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. A desistência ocorreu nesta segunda-feira (4), um dia após o primeiro turno das Eleições 2026.

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A decisão pode mudar o resultado da eleição para governador no estado e dar a vitória a Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno. Conforme a apuração do resultado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ruas tem 49,27% dos votos válidos, Eduardo Paes 42,76% e Garotinho 3,17%.

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Com os votos de Garotinho, a eleição caminha para segundo turno entre (Foto: Divulgação) Ruas e Paes. Sem os votos do candidato do Republicanos na base de cálculo, Ruas ultrapassa os 50% necessários para vencer a eleição no primeiro turno.

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A base da totalização cairia de 8.669.038 para 8.394.627 votos após a subtração dos 74.411 votos de Garotinho. O cenário ficaria o seguinte:

  • Douglas Ruas (PL): 4.271.199 votos – 50,88% dos votos válidos
  • Eduardo Paes (PSD): 3.706.984 votos – 44,16% dos votos válido

O resultado, no entanto, ainda depende da formalização da desistência e de uma eventual retotalização pela Justiça Eleitoral. O tribunal ainda não se posicionou.

Garotinho desistiu de recurso

A defesa de Garotinho protocolou no TSE um termo de desistência do recurso ordinário eleitoral que discutia o registro da candidatura. No documento, protocolado às 14h09, os advogados afirmam que a decisão de Garotinho é “livre, expressa, consciente e irretratável”.

Os advogados citam o artigo 998 do Código de Processo Civil e sustentam que Garotinho pode desistir do recurso a qualquer momento, sem necessidade de concordância das demais partes. O processo de registro de candidatura de Garotinho foi indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro por conta de uma condenação por improbidade administrativa.

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A defesa do ex-governador argumenta que o período de inelegibilidade teria se encerrado em julho e, com isso, recorreu. O recurso foi apresentado ao próprio TRE-RJ, que colhe parecer do Ministério Público Eleitoral e de outros interessados na ação. Este é o processo que define a validade ou não dos votos dados a Garotinho. As informações são do g1.

Em outra frente, o ex-governador entrou no TSE para garantir sua campanha mesmo com o indeferimento da candidatura. Foi nesse processo que o ministro Floriano Marques decidiu, na última sexta-feira (2), que os votos dados a Garotinho não deveriam ser considerados.