Na imagem de celebração da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é possível ver nomes de peso, conhecidos nacionalmente. No entanto, quem chamou atenção foi Ana Júlia Ribeiro, de 26 anos, deputada federal mais votada no Paraná. Aos 16 anos, ela somou a seu histórico um discurso que deixou deputados em silêncio.
FOTOS: Ana Júlia, a deputada mais votada do Paraná
Discurso histórico e a postura em debates nacionais
O divisor de águas na vida pública da deputada deu-se na Assembleia Legislativa do Paraná, quando utilizou a tribuna para condenar a postura de deputados contrários aos estudantes após o assassinato de Lucas Mota no Colégio Estadual Senador Alencar Guimarães.
“Ontem eu estava no velório do Lucas e não me recordo de nenhum desses rostos aqui que estivessem lá. Vocês estão aqui representando o Estado, e como vão olhar a mão de vocês? As mãos de vocês estão sujas com o sangue do Lucas —não só do Lucas, como de todos os adolescentes e estudantes que são vítimas disso”.
Outro discurso marcante na carreira de Ana Júlia, aconteceu no Senado Federal durante uma comissão de Direitos Humanos que debatia a Proposta de Emenda à Constituição do Teto de Gastos
Na ocasião, a estudante confrontou os senadores ao afirmar que o congelamento das verbas sociais deixaria os parlamentares com responsabilidade por duas décadas sobre o sucateamento da educação, pronunciamento que lhe rendeu elogios da imprensa e a alcunha de “Malala brasileira”.
Da filiação partidária às urnas
Após o episódio, ingressou no PT em 2018, e disputou sua primeira eleição em 2020, quando concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de Curitiba, mas ficou na suplência. Em 2024, voltou a disputar uma cadeira na Câmara e foi eleita aos 22 anos, tornando-se a vereadora mais jovem da cidade.
E agora, em 2026 ela comemora a ida a Brasília, sendo eleita a deputada federal pelo Paraná, com 184.691 votos.
Ao comentar a conquista do mandato federal nas redes, Ana Júlia reforçou o caráter coletivo de sua base eleitoral e pregou o aumento da representatividade feminina nos espaços de decisão.
*Com edição de Nicoly Souza













