Após a negativa do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) desistiu na noite desta quinta-feira (8) da tentativa de segundo turno na eleição para o governo do Rio de Janeiro. O candidato declarou que “decisão judicial a gente respeita” e reconheceu que a eleição chegou ao fim.
“No último domingo, a maioria dos eleitores fluminenses votou para que a eleição para governador do Rio de Janeiro fosse decidida no segundo turno. Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade soberana dos eleitores”, alegou em nota. “E decisão judicial a gente respeita. É assim que funciona a democracia.”
Paes tentava um recurso contra o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a anulação dos votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) no primeiro turno.
A decisão do TSE e o recurso pedido por Paes
Nesta quinta, o TSE decidiu anular os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) no primeiro turno. Com a decisão, o TRE-RJ deve retotalizar os votos.
No primeiro turno, realizado no último domingo (4), Douglas Ruas recebeu 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos votos computados. Eduardo Paes ficou em segundo lugar, com 3.706.984 votos (42,76%).
Garotinho recebeu 274.411 votos (3,17%), inicialmente registrados como anulados sub judice já que sua candidatura havia sido indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), mas ainda dependia de julgamento no TSE.
Paes entrou com um recurso ao STF com o argumento de que a manutenção da decisão do TSE provocaria “prejuízo irreversível ao processo eleitoral”, já que impediria a realização do segundo turno. Zanin negou e Paes optou por desistir de novas medidas, mesmo com a possibilidade de novos recursos no próprio TSE.
