Eleições 2026: a urna eletrônica é segura? Como funcionam a auditoria e a lacração

Urna eletrônica passa por inspeção dos códigos, testes e conferências antes, durante e depois da votação

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Lacração dos sistemas eleitorais (à esquerda) e lacração física da própria urna (à direita), como a feita em SC na última semana, são etapas que buscam segurança do processo eleitoral (Fotos: TSE / TRE-SC, Divulgação)

Lacração dos sistemas eleitorais (à esquerda) e lacração física da própria urna (à direita), como a feita em SC na última semana, são etapas que buscam segurança do processo eleitoral (Fotos: TSE / TRE-SC, Divulgação)

A urna eletrônica brasileira completa 30 anos nas eleições de 2026 com um histórico de modernização e segurança no processo eleitoral do país. O equipamento conta com mecanismos de auditoria e passa por diferentes etapas de segurança antes e durante as eleições. Uma das etapas é a lacração dos sistemas e das próprias urnas antes da votação. Nas Eleições 2026, os sistemas a serem usados foram oficialmente assinados digitalmente e lacrados em 4 de setembro, em cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Além disso, as urnas eletrônicas também passam por uma lacração física, com lacres feitos pela Casa da Moeda que permitem identificar eventual abertura ou violação do equipamento. Esses lacres são fixados durante a preparação das urnas, etapa que envolve ainda a inclusão do sistema de votação, dos dados das candidaturas e das informações do eleitorado em cada equipamento. Em Santa Catarina, essa preparação vem sendo feita entre os dias 19 e 28 de setembro.

Os mecanismos de segurança buscam assegurar a confiabilidade e o sigilo do voto por meio de múltiplas barreiras e etapas de fiscalização, em resposta a eventuais questionamentos sobre a segurança das urnas.

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Idealizada na cidade catarinense de Brusque, a urna eletrônica começou a ser adotada em eleições brasileiras nas eleições de 1996. A partir de 2000, todos os municípios brasileiros passaram a contar com a votação por meio eletrônico.

A urna eletrônica é segura?

A urna eletrônica conta com diferentes mecanismos para garantir a segurança do voto. Entre eles há os processos de assinatura digital, criptografia, lacração dos programas e diferentes etapas de auditoria e fiscalização. Além disso, a Justiça Eleitoral também promove testes públicos em que programadores e especialistas podem tentar identificar pontos vulneráveis das urnas.

A preparação das urnas também pode ser acompanhada por entidades fiscalizadoras, conforme o cronograma da Justiça Eleitoral.

O que é a lacração dos sistemas eleitorais?

A lacração dos sistemas eleitorais consiste na etapa em que os programas usados nas eleições têm sua versão final assinada digitalmente. Além disso, os programas também recebem resumos digitais, que funcionam como uma espécie de impressão digital dos arquivos, identificando se houve alteração no arquivo original. Essas informações são gravadas em mídias lacradas, armazenadas sob proteção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Neste ano, a assinatura e lacração dos sistemas eleitorais a serem usados na votação deste ano ocorreram em 4 de setembro, no TSE. Além disso, as urnas eletrônicas também passam por uma lacração física, feita durante a preparação das urnas e inclusão dos dados de candidaturas e do eleitorado. A intenção é de que o dispositivo permita identificar caso a urna seja aberta ou violada antes do dia da votação.

Veja fotos da urna eletrônica brasileira

Quem pode fiscalizar a urna eletrônica?

Partidos, federações, coligações, Ministério Público, OAB, Defensoria Pública, Congresso Nacional e outras entidades previstas pela legislação podem fiscalizar e acompanhar diferentes etapas de preparação, auditoria e verificação dos sistemas e das urnas eletrônicas. A participação dos atores eleitorais e de entidades busca garantir a transparência e a segurança ao processo.

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O que é a auditoria das urnas eletrônicas?

A auditoria das urnas eletrônicas é formada por diferentes procedimentos de verificação, realizados antes, durante e depois da votação. Entre eles estão o Teste de Integridade, a verificação de autenticidade e integridade dos sistemas e a conferência dos resultados por meio do Boletim de Urna (BU).

Como funcionam os testes de Integridade e Autenticidade?

O Teste de Integridade compara votos previamente registrados em cédulas de papel com os votos contabilizados pela urna. Já a verificação de autenticidade e integridade confere se os programas instalados são os mesmos que foram oficialmente assinados e lacrados.

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Como o resultado de cada urna pode ser conferido?

Ao final da votação, a urna imprime o Boletim de Urna (BU), com a quantidade de votos de cada candidato, partido, brancos e nulos. Uma das vias do documento pode ser afixada em local visível nas seções eleitorais após o fim da votação. Os BUs também são disponibilizados pelo TSE para consulta e comparação posterior com a totalização.

O que são a zerésima e o Boletim de Urna?

A zerésima é um relatório impresso pela urna antes do início da votação que comprova que não há votos registrados no equipamento naquele momento.

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Já o Boletim de Urna (BU) é emitido ao final da votação e apresenta a quantidade de votos registrados para cada candidato e partido, além dos votos brancos e nulos.

Quem tem acesso ao código-fonte?

O código-fonte é o conjunto de instruções e comandos que orientam o funcionamento dos programas usados na urna eletrônica. Ele pode ser inspecionado pelas entidades fiscalizadoras habilitadas pela Justiça Eleitoral, como partidos políticos, Ministério Público, TCU, Polícia Federal, universidades e outras instituições.

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Para as Eleições 2026, essas entidades puderam analisar o código-fonte antes da lacração dos sistemas eleitorais.

Como partidos, fiscais e eleitores podem conferir os resultados?

Após o encerramento da votação, o resultado de cada urna é registrado no Boletim de Urna. Uma via é disponibilizada na própria seção eleitoral, e os dados também podem ser consultados posteriormente nos canais da Justiça Eleitoral.

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Dessa forma, partidos, fiscais e eleitores podem comparar os resultados registrados em cada urna com os dados utilizados na totalização da eleição.

A urna eletrônica é conectada à internet?

Não. A urna não é conectada à internet durante a votação. Ao final da votação, os dados são gravados em uma mídia de resultado e posteriormente transmitidos por equipamentos e sistemas específicos da Justiça Eleitoral.

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Quais foram as conclusões de auditorias independentes?

O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou, a partir de 2021, uma auditoria sobre diferentes etapas do sistema eletrônico de votação, incluindo segurança, transparência, fiscalização e auditabilidade.

Nas etapas concluídas antes das Eleições 2022, o TCU não identificou riscos relevantes ao funcionamento das eleições e afirmou que o sistema era auditável, confiável e transparente. Em uma verificação posterior, o tribunal também comparou cerca de 5,8 milhões de informações de 4.161 Boletins de Urna do primeiro turno e não encontrou divergências.