O empresário Carlos Alberto Bordin (Solidariedade), com o nome de urna Carlos Bordin, é o candidato a vice-governador na chapa com Ralf Zimmer (PRD) nas Eleições 2026. Em entrevista ao NSC Total, ele falou sobre o seu papel na campanha, defendeu a redução de filas na saúde e o apoio a empresas caso o grupo seja eleito em outubro.
Natural de Itapiranga, no Extremo-Oeste do Estado, Carlos tem 47 anos e administra uma clínica de segurança e medicina do trabalho em Itajaí, no Litoral Norte. Ele foi anunciado como candidato a vice na chapa de Ralf Zimmer no dia 6 de agosto.
O quê da sua trajetória pública ou privada o credencia para assumir a vice-governadoria e um eventual governo em caso de ausência do governador?
O que me credencia para assumir a vice-governadoria é a minha trajetória construída com trabalho, responsabilidade e compromisso com as pessoas. Ao longo da minha vida privada, procurei sempre agir com ética, diálogo e capacidade de tomar decisões, especialmente nos momentos em que os desafios exigem equilíbrio e determinação.
Entendo que ser vice-governador não significa apenas substituir o governador eventualmente. Significa estar preparado para contribuir com a gestão, conhecer profundamente os problemas do Estado, construir soluções e trabalhar em sintonia com a sociedade e com as instituições.
Caso seja necessário assumir o governo, acredito que minha experiência, meu conhecimento da realidade das pessoas e minha disposição para ouvir diferentes setores me permitirão garantir continuidade administrativa, responsabilidade e estabilidade. Não me considero preparado por achar que sei tudo, mas justamente por saber ouvir, aprender, dialogar e tomar decisões pensando no interesse coletivo.
Minha maior credencial, portanto, é a combinação de experiência, integridade, capacidade de gestão, diálogo e compromisso com o bem público.
Por que o senhor resolveu colocar seu nome na disputa para o cargo de vice-governador? Quais foram as motivações?
Eu decidi colocar meu nome nessa disputa porque acredito que chegou o momento de transformar experiência, conhecimento e disposição para trabalhar em uma contribuição ainda maior para o nosso Estado. Minha motivação não é simplesmente ocupar um cargo. É a vontade de participar das decisões, ajudar a construir soluções e estar ao lado das pessoas na busca por um Estado mais eficiente, mais justo e com mais oportunidades.
Ao longo da minha trajetória, aprendi que governar exige responsabilidade, diálogo, equilíbrio e, acima de tudo, capacidade de ouvir. É isso que pretendo levar para essa caminhada.
Também acredito que o vice-governador precisa ser mais do que uma figura institucional. Precisa estar presente, acompanhar a gestão, conhecer os problemas de cada região e ajudar o governador a cumprir aquilo que foi apresentado à população.
Coloco meu nome à disposição porque tenho disposição para trabalhar, coragem para enfrentar desafios e, principalmente, porque acredito que a política deve ser um instrumento de serviço às pessoas, e não um projeto de poder pessoal.
Se eu tiver a oportunidade de ocupar essa posição, quero olhar para trás, ao final do mandato, e poder dizer que ajudei a deixar um Estado melhor do que aquele que recebi.
O que o senhor agrega eleitoral e politicamente à chapa que nenhum outro nome agregaria?
Eu acredito que agrego à chapa algo que vai além de uma simples composição eleitoral: agrego credibilidade, capacidade de articulação e uma trajetória construída fora da política tradicional, com experiência prática em diferentes áreas e conhecimento da realidade de quem trabalha, empreende e enfrenta diariamente os desafios do nosso Estado.
Meu diferencial está justamente na capacidade de transitar entre diferentes setores da sociedade, conversar com pessoas que muitas vezes não se sentem representadas pela política e transformar esse diálogo em participação e apoio político.
Eleitoralmente, quero ampliar a capacidade da chapa de chegar a segmentos e regiões que talvez não estejam naturalmente próximos dela. Politicamente, posso contribuir para construir pontes, aproximar lideranças, ouvir os municípios e ajudar a formar uma base mais ampla e consistente para governar.
Não acredito que o vice deva ser escolhido apenas para somar votos. Ele precisa somar confiança, equilíbrio, articulação e capacidade de governo. Se eu tivesse que resumir em uma frase o que agrego à chapa, diria: eu não venho apenas para ocupar a vice; venho para ampliar a nossa capacidade de vencer e, principalmente, para ajudar a governar.
Qual será o seu papel na prática, na rotina de governo, caso a sua chapa seja eleita em 4 de outubro?
Meu papel será muito claro: ser parceiro do governador na gestão e estar presente onde o governo precisar de mim. Não quero ser um vice-governador de gabinete, que aparece apenas em cerimônias ou quando o governador não pode estar presente. Quero participar ativamente da construção e do acompanhamento das políticas públicas, visitar os municípios, ouvir prefeitos, empresários, trabalhadores e a sociedade civil, identificar problemas e ajudar a encaminhar soluções.
Na rotina de governo, pretendo atuar especialmente na articulação entre o Estado e os municípios, acompanhando projetos estratégicos, cobrando resultados e ajudando a integrar as diferentes áreas da administração. O vice precisa ter liberdade para apontar problemas ao governador, mas também responsabilidade para ajudar a resolvê-los.
Também quero ser uma ponte permanente entre o governo e a população. Estar nas regiões, conhecer as demandas de perto e levar essas informações para dentro do governo.
E existe uma responsabilidade fundamental: estar preparado para assumir o governo sempre que necessário, garantindo continuidade administrativa e segurança institucional. Portanto, meu compromisso é simples: não quero ser apenas o vice do governador; quero ser um vice-governador que governa junto, ajuda a entregar resultados e está presente no Estado inteiro.
Quais são as áreas prioritárias que o senhor vê que o próximo governador deve focar?
Eu vejo cinco grandes prioridades para o próximo governo. A primeira é saúde, principalmente reduzir filas, melhorar o atendimento especializado e fortalecer a estrutura regionalizada, para que as pessoas não precisem percorrer grandes distâncias para ter acesso a um atendimento de qualidade.
A segunda é segurança pública, com valorização dos profissionais, investimento em inteligência e tecnologia e uma atuação cada vez mais integrada entre as forças de segurança. A terceira é infraestrutura e mobilidade. Um Estado que quer crescer precisa de boas rodovias, portos, aeroportos, saneamento e logística eficiente. Infraestrutura não é apenas obra: é competitividade, emprego e qualidade de vida.
A quarta é educação e qualificação profissional. Precisamos preparar nossos jovens para as profissões do futuro e, ao mesmo tempo, aproximar a formação profissional das necessidades reais das empresas e dos municípios, entre elas, é eliminar a Universidade Gratuita e repassar esta verba para os professores do estado.
E a quinta, que considero transversal a todas as outras, é desenvolvimento econômico. Precisamos criar um ambiente que estimule quem produz, empreende e gera empregos, fortalecendo especialmente as pequenas e médias empresas, a indústria, o agronegócio, o comércio e o turismo.
Mas eu acrescentaria uma questão fundamental: gestão. Não adianta estabelecer 10 prioridades e não entregar nenhuma. O próximo governo precisa definir metas, estabelecer prazos, acompanhar indicadores e cobrar resultados.
Minha visão é que o Estado deve gastar melhor, planejar mais e entregar mais. O cidadão não quer apenas ouvir boas propostas: ele quer ver o resultado dessas propostas chegando à sua cidade e à sua vida.
Já discutiu com o seu candidato a governador a possibilidade de assumir alguma secretaria ou algum cargo do governo?
Sim, naturalmente já conversamos sobre o papel que eu poderia desempenhar em um eventual governo, mas não tratamos a minha participação como uma negociação por cargo ou secretaria. Eu coloquei meu nome à disposição para ser vice-governador, e é nessa função que estou comprometido.
Acredito que o vice precisa ter um papel ativo na gestão, ajudando o governador na articulação política, na relação com os municípios e no acompanhamento das prioridades do governo. Se, em algum momento, o governador entender que minha experiência e meu perfil podem contribuir diretamente com determinada área da administração, evidentemente estarei à disposição para conversar. Mas isso não é uma condição para a minha participação na chapa.
Meu compromisso não é com uma secretaria: é com um projeto de governo. O cargo que eventualmente eu venha a exercer deve ser consequência daquilo que o projeto precisar, e não a razão pela qual estou participando da eleição.
Historicamente, alguns vices rompem com governadores em vários estados por divergências. Quais as garantias ao eleitor de que a chapa permanecerá unida por 4 anos?
A garantia que posso oferecer ao eleitor é o meu compromisso pessoal, político e ético com o projeto que estamos apresentando à sociedade. Nenhuma relação política está livre de divergências. Eu não acredito que uma chapa unida seja aquela em que as pessoas simplesmente concordam com tudo. É justamente quando existem opiniões diferentes que o diálogo e o respeito precisam prevalecer.
Antes de uma eleição, precisamos ter muito claro qual é o projeto que estamos construindo juntos, quais são as nossas prioridades e quais são os compromissos que estamos assumindo com a população. É isso que dá sustentação a uma parceria de quatro anos.
Da minha parte, o eleitor pode esperar lealdade, diálogo e responsabilidade. Se houver uma divergência, minha primeira atitude será conversar, apresentar meus argumentos e buscar uma solução dentro do governo, e não transformar uma discordância em uma crise pública.
Também deixo claro que lealdade não significa ser omisso. Se eu estiver na vice-governadoria, terei responsabilidade de alertar o governador quando entender que alguma decisão precisa ser revista. Mas farei isso com respeito, maturidade e compromisso com o interesse público.
A população não precisa de um vice que esteja permanentemente ameaçando romper; precisa de um vice que saiba construir, discordar quando necessário e permanecer fiel ao projeto que foi apresentado nas urnas.
É esse compromisso que eu assumo: quatro anos de trabalho, lealdade institucional e foco no que realmente importa — entregar resultados para a população.
Quem são os candidatos ao governo de Santa Catarina
NSC Total apresenta série de entrevistas com os candidatos a vice-governador
A partir do dia 12 de setembro, o NSC Total trará diariamente entrevistas com os candidatos a vice-governador nas Eleições 2026. A reportagem ouviu os oito postulantes ao cargo para saber sobre o papel na campanha, quais as propostas caso a chapa seja eleita e como será o papel do vice-governador em caso de um futuro governo.








