O empresário e deputado federal Carlos Chiodini, do MDB, é o candidato a vice-governador na chapa de João Rodrigues (PSD) nas Eleições 2026. Em entrevista ao NSC Total, ele defendeu que “o tempo de vice decorativo ficou no passado” e citou como virtude capaz de agregar potencial à chapa a capacidade de articulação com o setor produtivo de diferentes áreas. O candidato também mencionou avanços na infraestrutura de SC como medidas que pretende ajudar a viabilizar em um eventual governo.
Aos 44 anos, é empresário, formado em Gestão Pública e deputado federal pelo MDB de Santa Catarina. É presidente estadual do partido e uma das lideranças nacionais da sigla. Com o apoio dos emedebistas à candidatura de João Rodrigues (PSD) ao governo de SC, Chiodini teve o nome indicado para ocupar a vaga de vice na chapa.
O quê da sua trajetória pública ou privada o credencia para assumir a vice-governadoria e um eventual governo em caso de ausência do governador?
A minha trajetória combina gestão de resultados com a capacidade de ouvir e dialogar, qualidades essenciais para liderar um estado dinâmico como Santa Catarina.
Comecei a trabalhar ainda muito jovem e aprendi com meu pai, que foi comerciante e empresário, a ter responsabilidade. Estudei e me aperfeiçoei para fazer gestão. Fui diretor do Porto de São Francisco do Sul e secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável durante três anos. Neste período, o Estado se destacou pela maior geração de empregos e cresceu mais de 16% no número de novos negócios, registrando 242 mil novas empresas. Em 2017, foi registrado o maior avanço da atividade econômica e o maior crescimento das vendas no varejo. No PIB, a projeção de crescimento foi superior a 4%, enquanto a economia do país avançou apenas 0,97%.
Fui secretário da Agricultura e Pecuária e nesse período busquei recursos para fortalecer, modernizar e atender esse setor que é fundamental para a nossa economia. Exerci o mandato de deputado estadual em três oportunidades e estou no segundo mandato como deputado federal. Ao longo da minha vida pública e privada, acumulei experiência administrativa lidando com orçamentos, entregas e, acima de tudo, aprendi como mediar conflitos.
Santa Catarina não aceita amadorismo. Estou pronto para assumir a vice-governadoria e o próprio governo, se necessário, porque conheço a máquina pública, respeito o equilíbrio fiscal e sei como dialogar com o setor produtivo e com as lideranças municipais para manter o estado no rumo certo.
Porque o senhor resolveu colocar seu nome na disputa para o cargo de vice-governador? Quais foram as motivações?
O que me motiva é a convicção de que Santa Catarina pode acelerar o seu ritmo de crescimento sem deixar nenhuma região para trás. Resolvi colocar meu nome à disposição porque vejo este momento como decisivo para o futuro dos catarinenses. Não encaro a política como um projeto pessoal, mas como uma missão de serviço pelas pessoas, sem distinção de lado. Acredito que o representante político deve trabalhar para atender quem mais precisa.
Quero somar forças para garantir que projetos e programas tão essenciais continuem avançando. Para que nossa infraestrutura receba os investimentos que merece. Nosso grande desafio é melhorar a mobilidade em todas as regiões e garantir que os serviços públicos, como saúde e segurança, tenham o padrão de excelência que o cidadão de Santa Catarina exige.
O que o senhor agrega eleitoral e politicamente à chapa que outro nome não agregaria? Quais são diferenciais que você considera que traz para a chapa?
Eu trago para a chapa um perfil de equilíbrio, forte interlocução com setores estratégicos e capilaridade política regional. Um governo forte não se faz com uma voz única. Enquanto o João traz a sua força de liderança majoritária, a experiência de cinco mandatos como prefeito, eu agrego a capacidade de articulação com o setor produtivo de diferentes áreas. Meu diferencial é ser um construtor de pontes. Consigo unificar partidos aliados, dialogar com prefeitos de todas as siglas e assegurar uma estabilidade política que dá segurança para o investidor e para o eleitor.
Qual será o seu papel na prática, na rotina de governo, caso a sua chapa seja eleita em 4 de outubro?
Eu vejo a política como instrumento de trabalho para melhorar a vida das pessoas. Serei um vice-governador presente, atuante e focado em destravar as grandes demandas estruturantes de Santa Catarina.
O tempo do vice decorativo ficou no passado. Minha rotina será de intensa colaboração com o governador, atuando como um coordenador político interno e um fiscal das grandes metas do governo. Vou liderar missões estratégicas, acompanhar de perto o andamento das obras públicas e garantir que as secretarias trabalhem de forma integrada. Serei o braço direito do governador para resolver problemas complexos com agilidade.
Quais são as áreas prioritárias que o senhor vê que o próximo governador deve focar?
As prioridades absolutas devem ser a infraestrutura de transporte, o fortalecimento da saúde regionalizada e a inovação tecnológica no serviço público. Precisamos acelerar a recuperação e duplicação das nossas rodovias estaduais, que são as artérias do nosso desenvolvimento econômico, e cobrar investimentos do governo federal, independentemente do partido do presidente eleito.
Na saúde nosso foco é construir 10 novos hospitais e zerar filas de cirurgias e exames, fortalecendo os hospitais regionais e fazendo parcerias com hospitais privados, para que o catarinense não precise viajar longas distâncias por atendimento.
Na educação vamos investir na formação técnica dos jovens e apoiar o ecossistema de tecnologia, mantendo Santa Catarina como referência nacional em emprego e renda.
Já discutiu com o seu candidato a governador a possibilidade de assumir alguma secretaria ou algum cargo do governo?
Nossa prioridade agora é debater o plano de governo e vencer as eleições. A definição de cargos específicos ocorrerá no momento técnico e político adequado.
Já conversei amplamente com o João sobre os rumos do estado, e há um alinhamento total de ideias. Se irei acumular uma secretaria ou focar na coordenação geral de governo é uma decisão que tomaremos juntos, avaliando onde poderei ser mais útil para os catarinenses.
Historicamente, alguns vices rompem com governadores em vários estados por divergências. Quais as garantias ao eleitor de que a chapa permanecerá unida por 4 anos?
A maior garantia de união é que ela nasceu de uma convergência de princípios e valores por Santa Catarina.
Históricos de rompimento acontecem quando faltam lealdade e transparência. Entre nós existe respeito mútuo, diálogo aberto e um compromisso inabalável com o cidadão que vive em Santa Catarina. O eleitor pode ter a certeza de que governaremos juntos do primeiro ao último dia, colocando o interesse do estado sempre acima de qualquer vaidade pessoal.
Quem são os candidatos ao governo de Santa Catarina
NSC Total apresenta série de entrevistas com os candidatos a vice-governador
A partir do dia 12 de setembro, o NSC Total trará diariamente entrevistas com os candidatos a vice-governador nas Eleições 2026. A reportagem ouviu os oito postulantes ao cargo para saber sobre o papel na campanha, quais as propostas caso a chapa seja eleita e como será o papel do vice-governador em caso de futuro governo.








